A história do gravador de fitas

Escrito por denise sullivan | Traduzido por rafael reis
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A história do gravador de fitas
Os gravadores de fita capturam, armazenam e reproduzem o áudio contido em uma fita magnética (magnetic tape image by Sergej Razvodovskij from Fotolia.com)

Os gravadores de fita capturam, armazenam e reproduzem o áudio contido em uma fita magnética. Originalmente, os gravadores de fita eram máquinas volumosas que exigiam duas bobinas grandes de fita. Hoje, a maioria dos gravadores usam fitas cassetes compactas para armazenar o som. O desenvolvimento dos gravadores transformou a indústria do rádio e da televisão, tornando possível preparar um programa à frente do tempo ao invés de transmiti-lo ao vivo.

Função

Os gravadores de fita cassete são baseados nos mesmos princípios dos gravadores de fio magnético do século XIX. Um fio magnetizado ou rolo de fita passa por um cabeçote a uma velocidade contínua. O cabeçote de gravação recebe um sinal elétrico que corresponde ao som que está sendo gravado. Enquanto a fita passa através do cabeçote, ela é magnetizada em um padrão que representa o sinal elétrico. Quando a fita é tocada, o cabeçote lê o padrão magnetizado e o converte de volta em sinal elétrico.

Gravadores de fitas de aço

Os primeiros gravadores usavam uma fita de aço ao invés de um fio. O mais antigo gravador de fita de aço, chamado de "Blatterphone," foi desenvolvido em 1929 pela Ludwig Blattner Picture Corp. Em 1932, um gravador de fitas de aço da Marconi-Stille foi usado pela British Broadcasting Co. para sua primeira transmissão de rádio pré-gravada. Este tipo de gravador possuía muitas desvantagens que limitavam sua popularidade. A qualidade do áudio era ruim, os rolos de fita eram volumosos e pesados, e a fita de aço por si só era afiada e podia ferir as pessoas se se partisse e escapasse dos rolos em alta velocidade.

Inovações alemãs

As companhias alemãs BASF e AEG trabalharam juntas para desenvolver o primeiro gravador de fitas moderno nos anos 30. Ao invés de um cabeçote de gravação afiado e pontiagudo, o gravador alemão usava um cabeçote anelar que não danificava a fita enquanto esta passava por ele. Os alemães também desenvolveram a técnica de polarização AC (corrente alternada) para melhorar a qualidade do som. Na polarização AC, um sinal de alta frequência é adicionado ao áudio que está sendo gravado. Este sinal otimiza a frequência da fita magnética quando ela é reproduzida.

Inovações americanas

Depois da segunda guerra, engenheiros americanos tinham muitos gravadores alemães apreendidos para estudar e aperfeiçoar. Em 1948, a Ampex criou o Model 200, que revolucionou a indústria do entretenimento. Este gravador foi usado para produzir a primeira transmissão de rádio gravada nos Estados Unidos. Enquanto a Ampex estava desenvolvendo seus gravadores, a Minnesota Mining and Manufacturing estava trabalhando duro para criar uma fita magnética confiável. O artista americano Bing Crosby foi fundamental para ajudar a Ampex a dominar o mercado de gravações em fita. Ele ficou tão impressionado com o potencial dos gravadores de fitas magnéticas que investiu 50.000 dólares na companhia.

Gravadores de fita cassete

Em 1963, a Philips apresentou a fita cassete, e a popularidade dos gravadores de fitas disparou. A companhia optou por licenciar seu formato cassete para outras companhias sem custo, fazendo deste aparelho a mídia primária para a gravação de áudio ao redor do mundo. Isto rapidamente se tornou um método conveniente de se vender músicas pré-gravadas, ultrapassando o LP de vinil e sobrevivendo à era do CD. Gravadores de fita cassete portáteis como o Sony Walkman permitiram ouvir e gravar áudio em qualquer lugar.

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