A história dos sete pecados capitais

Escrito por mateo zeske | Traduzido por luiz cezar guimarães júnior
A história dos sete pecados capitais

A ira é um dos sete pecados capitais

Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images

Os sete pecados capitais — orgulho, inveja, avareza, ira, luxúria, gula e preguiça — não vieram diretamente da Bíblia, contrariando a crença popular. Embora a lista tenha sido firmemente estabelecida e oficializada no século VI pelo Papa Gregório, o Grande, várias fontes têm contribuído para a origem e a popularização da lista dos pecados capitais.

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Origens bíblicas

O antigo e o Novo Testamento da Bíblia apresentaram um plano para teólogos listarem as atitudes indecorosas que intimamente refletem os sete pecados capitais. O livro dos provérbios especifica que há "seis coisas que o senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina" que são semelhantes à lista moderna.

Contribuição de Evágrio

O livro "Sacred Origins of Profound Things" (Origens sagradas de coisas profundas) do autor Charles Panati, da créditos a uma fonte diferente, com uma lista preliminar dos crimes humanos, discriminados em ordem de maior ofensividade e crescente egoísmo. No século IV, Evágrio Pôntico, um teólogo espiritual grego alertou dos "pensamentos malignos", nomeando a gula, luxúria, avareza, tristeza, ira, acídia (que pode ser interpretado como uma ambivalência espiritual), vaidade e orgulho.

Contribuição de Cassiano

Monge do século V, João Cassiano listou orgulho, gula, cobiça (comparável à inveja), raiva (ira) e tédio, ou preguiça, assim como impureza (relacionada à luxúria) e vaidade (enraizada no orgulho) como ações e crenças que interferem nas relações humanas com Deus e uns aos outros.

Papa Gregório e Aquino

Papa Gregório em seguida adicionaria a extravagância e a inveja à lista, declarando que vaidade poderia ser a mesma coisa que orgulho, e acídia a mesma que tristeza, finalizando assim a lista dos sete. Esta é a mesma lista usada em "A Divina Comédia", de Dante Alighieri. O papa Gregório declarou orgulho como sendo o pior de todos os pecados, pois esse instiga todos os outros. Isso foi reiterado pelo influente São Tomás de Aquino quando explicou que esse orgulho era um desafio à autoridade suprema e sabedoria de Deus. Aquino discordou com a postura de Gregório na qual os pecados deveriam ser classificados, levando em conta o impacto negativo que esses pecados tinham sobre a noção de amor.

Modernizando

Ao longo do tempo, alterações semânticas levaram a cobiça à luxúria e a acídia a se tornar preguiça, com a moderna Igreja católica listando os pecados como "orgulho, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça/acídia. As sete virtudes sagradas correspondentes são humildade, caridade, bondade, paciência, castidade, temperança e diligência.

Representações na cultura pop

Os sete pecados capitais influenciaram uma série de trabalhos artísticos, e por sua vez influenciam as concepções populares sobre os pecados. Incluem-se obras literárias como "Os Contos de Canterbury" (por Geoffrey Chaucer) e "A Trágica História do Doutor Fausto" (por Christopher Marlowe). Artistas visuais interpretaram os pecados e punições que aguardam os pecadores, inclusive ilustrações francesas do século XV. Hollywood transformou os pecados na força instigante do filme "Seven"

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