Legumes e bactérias fixadoras de nitrogênio

Escrito por kyle lanning | Traduzido por a. araújo
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Legumes e bactérias fixadoras de nitrogênio
Amendoins: um poderoso fixador de nitrogênio (Peanuts image by Mary Beth Granger from Fotolia.com)

Nitrogênio, o elemento mais abundante na atmosfera, é fundamental para o crescimento das plantas. Para tirar proveito desse elemento, entretanto, as plantas precisam primeiro transformá-lo em uma forma aproveitável, como amônia. Algas, líquens e bactérias ajudam a transformar nitrogênio em formas mais aproveitáveis; bactérias fixadoras de nitrogênio podem ser encontradas nas raízes de legumes e têm um papel importante no processo.

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O processo

Os legumes dependem de bactérias fixadoras de nitrogênio para transformar esse gás presente no ar em uma forma mais útil; o processo começa quando o legume gera raízes para sustentar-se: nessas raízes, pequenos nódulos começam a aparecer e se multiplicar enquanto a planta cresce. Cada nódulo é um local onde as bactérias fixadoras de nitrogênio vivem e trabalham. A relação é simbiótica porque o legume supre a bactéria com energia e nutrientes necessárias para seu crescimento, enquanto a bactéria fixa o nitrogênio para que a planta possa usá-lo e crescer. Embora a maioria da fixação do nitrogênio ocorra nos nódulos da raiz, algumas variedades de legumes (Sesbania rostrata, por exemplo) também têm nódulos em seus caules capazes de fotossíntese e fixação de nitrogênio.

Nódulos

Os nódulos podem ser observados a olho nu pouco depois do plantio, geralmente entre duas ou três semanas. A cor dos nódulos é importante porque pode informar o observador se estão maduros o bastante para fixar o nitrogênio: se o nódulo é branco ou cinza, ele é muito novo para fixar o nitrogênio; se ele é rosa ou vermelho, a fixação do nitrogênio já começou. Um pigmento presente nas raízes, chamado leg-hemoglobina fornece oxigênio para a bactéria e é o responsável pela mudança de cor.

Produto

Legumes diferentes produzem quantidades diferentes de nódulos -- feijões geralmente têm menos de 100 nódulos por planta, enquanto a soja pode ter várias centenas de nódulos em uma única planta. Nenhuma delas, entretanto, pode ser comparada ao amendoim, que, maduro, pode ter mais de mil nódulos por planta.

Melhores e piores fixadores

De acordo com a extensão da Universidade do Estado do Novo México, feijões comuns são os legumes com a pior capacidade de fixação de nitrogênio, geralmente menos de 22,70 quilos por 0,4 hectare e são um dos poucos legumes que precisam de fertilizante nitrogenado para crescer. Leguminosas graníferas como o amendoim e a soja, por outro lado, podem fixar 113,40 quilos por 0,4 hectare; leguminosas perenes e forrageiras podem fixar entre 45,36 quilos e 226,80 quilos por 0,4 hectare. A alfafa é capaz de fixar entre 45,36 quilos e 90,72 quilos por 0,4 hectare; o trevo vermelho pode fixar entre 22,70 quilos e 90,72 quilos por 0,4 hectare. Por conta da alta taxa de fixação, leguminosas graníferas, perenes e forrageiras não necessitam de fertilizante nitrogenado adicional para crescer.

Problemas e complicações

Um campo plantado recentemente cuja cor é verde clara e cujas plantas crescem lentamente sinaliza uma deficiência na fixação de nitrogênio, geralmente causada pela falta de nutrientes essenciais como fósforo e molibdênio. Solos arenosos com pH baixo (menos de 6.0) geralmente tem pouco molibdênio disponível e precisarão de fertilizantes ou medidas para corrigir a deficiência. Além disso, muitos legumes tropicais necessitam de altos níveis de fósforo e, portanto, de fertilização adicional para atingir os níveis adequados.

Tipos de bactérias fixadoras de nitrogênio

O rizóbio é a bactéria mais comum que infecta os nódulos das leguminosas. Alfafa, ervilhaca, trevo e várias outras leguminosas temperadas dependem de bactérias da espécie Rhizobium para fixar o nitrogênio. Leguminosas tropicais como a soja e vigna dependem de bactérias fixadoras de nitrogênio ligeiramente diferentes, pertencentes à especie Bradyrhizobium, de crescimento mais lento e produtoras de álcalis. As bactérias da espécie Rhizobium, por outro lado, crescem mais rapidamente e são produtoras de ácidos. Para obter a relação mais simbiótica possível, cada leguminosa deve ser casada com uma bactéria de variedade compatível.

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