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Limitações do CAPM

Atualizado em 23 março, 2017

O modelo de precificação de ativos financeiros (CAPM, na sigla em inglês) é uma ferramenta que investidores e conselheiros financeiros usam para tentar determinar como os investimentos se comportarão e, assim, precificá-los e cobrá-los de acordo. No entanto, como todos os modelos matemáticos que tentam prever o que acontecerá no mundo real, ele possui algumas limitações de metodologia.

CAPM é um modelo que investidores usam para prever o comportamento do mercado (Jupiterimages/Comstock/Getty Images)

Teoria do portfólio

Os fundamentos da metodologia do CAPM vêm da teoria do portfólio de William Sharpe, que introduziu os conceitos de "risco sistêmico" e "não sistêmico" no mercado de investimentos. O risco sistêmico, ou de mercado, é o perigo de perder parte do investimento inerente ao mercado inteiro de ações. Riscos não sistêmicos são os associados com a perda de valor de um determinado investimento. Esses conceitos geraram a teoria de portfólio moderna, que diz que um portfólio muito diversificado está protegido do risco não sistêmico.

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Definição de CAPM

O CAPM se estrutura na teoria do portfólio ao tentar especificar os riscos sistêmicos, que não são diluídos pela diversificação, e riscos não sistêmicos. Ele faz isso analisando os riscos de uma ação específica no contexto de volatilidade do mercado como um todo. A teoria gira em torno de uma equação que estipula o retorno esperado do investimento, na qual seu termo mais importante é um representante da reação desse investimento nas mudanças do mercado. Este termo é frequentemente chamado de "beta".

Limitações

Suas suposições metodológicas são a causa da maioria das limitações da teoria. O principal componente da equação, a volatilidade relativa do investimento, exige uma capacidade de medir a volatilidade do mercado como um todo e, para isso, seria necessário analisar a volatilidade de cada um dos investimentos possíveis do mercado. Isso é impossível. Quem aplica o modelo CAPM usa um índice, como o Ibovespa, para representar a volatilidade geral do mercado, mas que não representa a medida real que o modelo exige para ser preciso. Assim, o CAPM só consegue chegar a previsões aproximadas.

Riscos como medida de desempenho

Para o CAPM, o nível de risco de uma ação determina o porquê de uma ação ter desempenho maior do que outra. Isso significa que, de acordo com o modelo, uma ação mais arriscada trará maiores retornos financeiros do que uma mais segura. O CAPM representa esse fator de risco no beta. No entanto, pesquisas questionam essa premissa e os professores Eugene Fama e Kenneth French estudaram o retorno de ações nos três maiores mercados de ações entre 1963 e 1990 e perceberam que a diferença no beta da ação, que o CAPM diz que é o que determina o retorno da ação, não explicou os ganhos diferentes para os investidores.

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Referências

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