Lista de estereótipos do negro na literatura

Escrito por jamie wilson | Traduzido por monica da costa
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Lista de estereótipos do negro na literatura
Os negros eram muitas vezes descritos como comicamente tolos na literatura, na arte e no cinema (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

Sterling Brown, um poeta negro e acadêmico ativo principalmente na década de 1930, analisou sete estereótipos negros propagados principalmente por escritores brancos. A maioria deles são instantaneamente reconhecíveis hoje. Brown assinala que, seja estereotipar racista ou não, fazer isso é escrever mal. No entanto, uma luta do personagem contra o estereótipo, como em contos como "Not Your Singing, Dancing Spade", de Flannery O'Connor, era e ainda é um excelente exemplo de literatura.

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O escravo satisfeito

Desde o início da escravidão nos Estados Unidos, os seus apoiadores procuravam encontrar formas de racionalizar a sua existência. Uma maneira foi através do estereótipo "escravo contente", uma pessoa negra tão prazerosamente feliz com sua sorte que não via nenhuma razão para a luta. O escravo contente sempre foi emparelhado com o "bom mestre", um proprietário branco que tratava o escravo como uma pessoa inferior, mas ainda com humanidade e respeito. Esse estereótipo foi muito usado na década de 1940 e, frequentemente, pode ser visto na literatura e nos filmes de 1930 como "Gone with the Wind" e "The Little Colonel".

O homem livre miserável

O "homem livre miserável" foi criado como um contraponto ao escravo contente. Ele era a personificação da argumentação daqueles a favor da escravidão de que um escravo nunca foi destinado a ser livre. A própria liberdade o torna infeliz e, quando libertado, ele deseja nada mais do que voltar a ser escravizado.

O negro cômico

O "negro cômido" foi um dos pilares de shows de menestréis por mais de um século. Este personagem era mais uma caricatura, com as suas características pessoais e físicas exageradas para causar humor. O negro cômico nunca era um personagem principal, mas sempre um ajudante – o alívio cômico. Ele ria de si mesmo, assim como todos riam dele. Topsy, um personagem de A Cabana do Pai Tomás, é um negro cômico.

A mulata trágica

A "mulata trágica" é, talvez, o único desses estereótipos que pereceu. Geralmente do sexo feminino, ela tem tantos antepassados ​​brancos que poderia "se passar" por branca. A mulata trágica foi usada pela primeira vez por abolicionistas para internalizar a realidade da escravidão – em que uma menina tão branca quanto muitos em sua audiência era degradada e transformada em propriedade. Pior, no entanto, era a implicação de que o sangue branco em um escravo negro era o que dava a ele o ímpeto de escapar, e que o seu sangue negro o amarrava à selvageria e falta de controle estereotipicamente associadas aos negros. Quando a escravidão terminou, a mulata trágica muitas vezes tentou se passar por uma pessoa branca, sempre acarretando terríveis consequências sociais e legais. Uma trama frequente a colocava dando à luz a um bebê que tinha claramente origem negra. A maioria dessas histórias pereceu na década de 1950, mais ou menos ao mesmo tempo em que o Movimento dos Direitos Civis incentivou os negros a se orgulharem de sua herança.

O negro de cor local

Esses personagens estereotipados eram geralmente encontrados em grupos, como um coro grego, e assumiam qualquer outro estereótipo que fosse apropriado para a história. Na maioria das vezes, eles eram "escravos satisfeitos", embora eles pudessem ser "exóticos primitivos" na África ou em Barbados. Esses personagens foram tratados como cenário, colocados ali apenas para dar sabor e cor à encenação da história. Você pode ver a mesma coisa hoje em romances sobre vodu, onde os negros em um ritual de vodu estão lá só para montar a cena.

O primitivo exótico

Este é talvez o mais ofensivo, mas ainda mais persistente, dos estereótipos literários listados. Este personagem estereotipado incorpora todos os clichês sobre o "africano primitivo". Luxúria, proezas sexuais, um desejo incontrolável por bebidas e drogas e, muitas vezes, um estilo de vida de violência casual marcam essa personagem. Suas origens estavam na "herança selvagem" que os escritores brancos acreditavam que pertencia aos descendentes de africanos.

O negro embrutecido

No início da história da literatura americana, o "negro embrutecido" não existia. Sua brutalidade tinha sido domada, domesticada através da escravidão. Na verdade, este alegado fator civilizatório foi um dos argumentos a favor da escravidão. Enquanto figuras históricas como Nat Turner criaram o espectro desse estereótipo, ele não ganharia força até a Reconstrução, quando os escravos libertos competiram com os brancos do sul, ainda em estado de choque pela virada de mesa de seu mundo. O negro embrutecido, manipulado e controlado por astutos aventureiros yankees, tornou-se o repositório literário de tudo de ruim.

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