O que mede vibrações no solo?

Escrito por doug bennett | Traduzido por allisson ester de paiva
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O que mede vibrações no solo?
Um sismógrafo é um equipamento responsável pela gravação de dados da vibração; a gravação é chamada sismograma (Jason Reed/Photodisc/Getty Images)

Vibrações do solo, ou onda sísmicas, são mais comumente causadas por terremotos. Entretanto, existem inúmeras fontes para essas vibrações, incluindo vulcões, grandes explosões e impactos. Essas vibrações se espalham da fonte, como ondas sísmicas, e são medidas por uma rede sismográfica mundial de sismômetros e acelerômetros.

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Tipos de vibrações do solo

Terremotos liberam energia na forma de vibrações do solo, chamadas de "ondas sísmicas". Essas ondas irradiam para fora em todas as direções. Existem três tipos de ondas sísmicas ou vibrações. A mais rápida é a ondas de pressão, chamada onda P. Essas ondas também são conhecidas como ondas de compressão. Mais lentas do que as ondas P, as ondas S são ondas verticais e horizontais que correm perpendiculares na direção de viagem. Finalmente, ondas de superfície, as mais lentas vibrações móveis, seguem atrás das ondas P e S.

Equipamentos usados na medição das vibrações do solo

Existem dois tipos de equipamentos usados para medir as vibrações do solo: sismômetros e acelerômetros. Acelerômetros são usados para gravar vibrações muito fortes, enquanto sismômetros são usados para detectar vibrações mais fracas. Um sismômetro é um sensor usado para detectar movimento do solo, contendo uma massa ou pêndulo montado em uma mola. Quando o solo se move, o sismômetro move com ele, entretanto, a massa permanece parada. Um equipamento para gravação, chamado sismógrafo, grava o movimento relativo entre a massa e a unidade, produzindo uma gravação do movimento. Sismômetros modernos utilizam circuitos eletrônicos para medir a voltagem elétrica criada por esse movimento ao invés de meios mecânicos. Esses equipamentos modernos são capazes de detectar vibrações tão pequenas quanto os movimentos semidiurnos gravitacionais das marés e distâncias quase tão pequenas quanto espaços atômicos.

Magnitude da vibração do solo

A magnitude é a medida mais comum usada para descrever a quantidade de energia desprendida por um terremoto na origem. Em 1935, Charles F. Richter desenvolveu um método de comparação de magnitudes de terremotos, nomeado escala de Richter. Esta escala é normalmente classificada entre zero e dez. Entretanto, na realidade, é infinita em termos de limite máximo. A escala de Richter é uma escala logarítmica de base -10; a medida que você aumenta a magnitude adicionando um número inteiro, a amplitude do movimento do solo (tamanho da vibração) aumenta dez vezes e a quantidade de energia liberada aumenta cerca de 31 vezes.

Classificação das vibrações do solo

Baseando-se na escala de Richter, sismologistas desenvolveram um sistema para classificar as vibrações do solo. Vibrações menores ou iguais a três na escala de Richter são consideradas microterremotos. Vibrações entre três e 3,9 são consideradas pequenos terremotos. Vibrações entre quatro e 4,9 são consideradas terremotos ligeiros. Vibrações entre cinco e 5,9 são consideradas terremotos moderados. Vibrações entre seis e 6,9 são consideradas terremotos fortes. Vibrações entre sete e 7,9 são consideradas terremotos grandes. Vibrações acima de oito são consideradas terremotos importantes, excepcionais ou extremos.

Frequência das vibrações do solo

A cada ano, sismômetros detectam aproximadamente 1.3 milhões de incidentes de vibrações do solo que registram menos de três na escala Richter. Na média, existem 130.000 pequenos terremotos, 13.000 terremotos ligeiros, 1.319 terremotos moderados, 134 terremotos fortes, 17 terremotos grandes e um terremoto importante. Esses números representam uma média estatística, e em qualquer ano os números reais podem sofrer grande flutuação.

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