Medidas utilizadas para calcular o preconceito

Escrito por gail cohen | Traduzido por ellen zanelato
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Medidas utilizadas para calcular o preconceito
Construções da época da escravidão (Auschwitz-Birkenau main building image by MaroÅ¡ Markovič from Fotolia.com)

Quando uma mulher em um cubículo adjacente anunciou, "Eu Judeei ele e consegui um bom preço", o gatilho estava apertado para um de seus vizinhos , e ela se sentiu obrigada a interromper sua história com uma palestra sobre o uso de verbo e substantivo. O fato da mulher descrever o dinheiro que conseguira para o sari que iria usar em seu casamento Hindu revela a ironia e profundidade do preconceito que existe: um comentário misógino aqui. Uma ofensa racial acolá. O cochicho de uma piada sem graça contra homossexuais. Você se acha imune ao preconceito? Vá com calma. Veja se você vai se sentir da mesma forma sobre seus vieses após ler este artigo.

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História

A raça humana nunca vivenciou a falta de grupos que odeiem outros grupos, só porque os membros compartilhavam etnia, religião, nacionalidade ou orientação sexual. Há 5.000 anos atrás, Judeus escaparam da escravidão no Egito. Há 2.000 anos atrás, cristãos eram perseguidos e mortos por seguirem a doutrina de Jesus. A sociedade não aprendeu muito desde então se levarmos em conta o Holocausto, o linchamento de afro-americanos na América do Sul, o apartheid na África e a "limpeza" étnica nos Balcãs.

O que leva ao preconceito?

O medo é a maior motivação; medo do desconhecido, de pessoas tidas como "estrangeiras" baseando-se na forma como falavam, agiam ou se comportavam. Dito isso, a causa subjacente do preconceito, como concordam os cientistas que investigam este fenomeno, é realmente relacionado com a forma que os seres humanos são criados e educados, o que ouvem e veem. Quando Rodgers e Hammerstein compuseram seu libreto para a peça ganhadora do prêmio "Pacífico Sul", eles capturaram o dilema em uma música cantada por um casal interracial: "Você precisa ser ensinado a odiar", eles cantaram, "Você tem que ser cuidadosamente ensinado".

A Escala Bogardus

Ainda em 1925, os cientistas estavam nas mais fundas profundezas do psique coletivo da sociedade no esforço de descobrir como medir o preconceito. O pesquisador pioneiro Emory Bogardus desenvolveu a primeira ferramenta de medição usada em todo o mundo, uma escala até sete que media como os pacientes respondiam à interação com pessoas de outras raças. Chamada de "Escala de Distância Social" e calculada usando respostas que iam de forte aprovação a forte reprovação, a escala Bogardus ainda é usada para avaliar o preconceito racial hoje em dia.

Avanços de medição

Calcular o preconceito pode não ter sido a prioridade dos cientistas durante a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial, mas alguns pesquisadores tenazes carregaram a bandeira. Em 1934, LaPierre provou que as pessoas não necessariamente agem como acham que agiriam quando interagem com grupos minoritários. Cerca de 10 anos depois, "A Personalidade Autoritária", um livro que trazia um teste que media a reação a epítetos étnicos, foi aplaudido por cientistas sociais como sendo de ponta e preciso. Utilizando quatro escalas para explorar o preconceito, o teste provou ser tão confiável que os administradores foram capazes de pegar vieses imperceptíveis raramente encontrados em pesquisas anteriores.

Ferramentas contemporâneas de medição

Quando Gordon Allport escreveu " A Natureza do Preconceito" ele se baseou em escalas de medição que produziram dados precisos por todo o século XX, mas esses critérios não eram mais válidos. As pessoas haviam ficado experientes em testes. Resumindo, havíamos aprendido a responder as questões de forma que escondesse nossos preconceitos, fazendo de testes de referência como a escala Bogardus e o Inventário de Personalidade Multifásico de Minnesota (MMPI, do inglês) ineficazes. É por isso que as ferramentas de medição contemporâneas mudaram de instrumentos escritos para IRM (Imagem de Ressonância Magnética). Atualmente, scanners cerebrais e outras ferramentas de bio-diagnósticos são consideradas a única forma segura de medir os vieses e preconceitos com precisão.

O teste de Harvard

Entre estudos de referência, o conduzido em Harvard é um instrumento que mede e calcula o preconceito. Originalmente um experiemento interno de laboratório postado na internet em 1998, o teste tornou-se viral, tendo 2,5 milhões de pessoas que o responderam. Os resultados do teste continuam a ser canalizados para o projeto, e você pode fazer parte dos números fazendo o teste, simplesmente visitando o site listado abaixo. Esteja avisado: há uma retratação no começo do teste que anuncia que você pode encontrar preconceitos em si que você não queira admitir.

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