O movimento feminista e a educação no século 20

Escrito por john briggs | Traduzido por thay lemoned
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O movimento feminista e a educação no século 20
As mulheres lideraram as vanguardas em todo o mundo durante o século 20 (Getty Images)

A educação desempenhou um grande papel no movimento pelos direitos das mulheres no século 20 e foi considerada a chave do sucesso na conquista da igualdade política, econômica e social. As mulheres dependiam de instituições de ensino exclusivamente femininas enquanto lutavam para frequentar as mesmas escolas que os homens. Essa situação mudou a partir do século 19, quando o movimento feminista concentrou-se principalmente em adentrar no local de trabalho e promover outros direitos civis, como a abolição da escravatura nos Estados Unidos e a proteção da criança.

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Estatísticas

O número de mulheres no ensino superior aumentou consideravelmente durante todo o século 20. Em 1900, apenas um terço dos estudantes universitários estadunidenses eram mulheres. Contudo, oito décadas mais tarde, elas eram a maioria. Até o final daquele século, as mulheres passaram a receber mais de 60% de todos os diplomas de conclusão de curso e mais da metade de todos os diplomas de cursos superiores de dois anos de duração. Embora bem representadas na educação, ciências humanas e biologia, elas recebiam apenas 40% de todas as certificações de engenharia. Em 1960, existiam 300 faculdades para mulheres nos EUA. Hoje, existem menos de 60.

Funções

O movimento pelos direitos das mulheres inicialmente destacou que a educação as faria administrar melhor a casa e educar os filhos. O ensino voltado para o público feminino muitas vezes combinava lições tradicionais e modernas, como matemática e economia doméstica. Frequentemente, elas estudavam sobre higiene, partos e primeiros socorros. Mulheres ricas, capazes de pagar por seus estudos, principalmente no ensino superior privado, voluntariavam-se para ensinar àquelas que não tinham as mesmas condições. Os tribunais também se envolveram, assegurando os direitos das mulheres a obter uma formação educacional. Em 1996, a Suprema Corte dos Estados Unidos ordenou que o Instituto Militar da Virginia, uma instituição de formação superior até então exclusiva para homens, admitisse mulheres.

Avanços na educação

O Japão abriu sua primeira universidade feminina em 1900. No mesmo ano, o Egito inaugurou o ensino secundário para garotas. Por volta de 1910, as mulheres frequentavam a maioria das escolas de medicina nos Estados Unidos, 60 anos depois de serem forçadas a estudar na Faculdade Feminina de Medicina da Pensilvânia. Em 1945, Harvard finalmente permitiu que as mulheres frequentassem a faculdade de medicina. Nesse período, as representantes do sexo feminino também fizeram grandes avanços em seu desempenho acadêmico nos níveis básico e médio, passando a obter notas mais altas que os rapazes em leitura, história e linguagem, além de matemática, consideradas especialidades para as quais elas não teriam aptidão biológica.

Significado

As mulheres encontraram a profissão docente como uma das poucas carreiras constantemente disponíveis a elas. Durante o fim dos anos 1980, mais de dois terços dos professores dos ensinos básico e médio eram mulheres, embora elas constituíssem apenas um terço dos funcionários das universidades. Apesar de limitadas aos níveis mais baixos do ensino das ciências sociais, economia doméstica, arte e biblioteconomia, as mulheres tiveram avanços significativos no nível superior em física, engenharia e direito. A primeira mulher a supervisionar as escolas nos EUA foi Oveta Culp Hobby, ministra da saúde, educação e bem-estar no governo do Presidente Dwight Einsenhower.

Benefícios

A inclusão das mulheres nas esferas da educação, ciências sociais e política influenciaram o artigo 9 do Código Civil Americano de 1972, que proíbe a discriminação com base no gênero dos estudantes e atletas em qualquer escola financiada pelo Estado. Outros benefícios para mulheres instruídas incluem melhores salários e avanços gerenciais nos setores privados. Elas também têm sido eleitas para cargos políticos elevados, administração de empresas e estão muito mais propensas a abrir o próprio negócio do que os homens.

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