Níveis de Cortisol & Atividade Física

Escrito por sara mahoney | Traduzido por lean pereira
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Níveis de Cortisol & Atividade Física
A atividade física te ajuda a manter baixos os níveis de cortisol. (run in the forest image by jeancliclac from Fotolia.com)

O cortisol é um hormônio liberado a partir da glândula supra-renal como resposta ao estresse ou outros sinais químicos. Como os exercícios forçam o corpo a se desviar temporariamente de sua homeostase (equilíbrio natural), isto é percebido pelo corpo como estresse, o que causa uma liberação do hormônio. Ainda assim, à medida em que a atividade física se torna um hábito, o efeito diminui, levando o corpo a ter uma melhor reação ao estresse físico e exigindo uma menor liberação de cortisol.

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Função do Cortisol

O cortisol é um glicocorticoide também conhecido como hidrocortisona, e é liberado a partir das glândulas supra-renais quando estimuladas por estresse, regulação imunológica ou até mesmo na regulação do ciclo circadiano. Como o cortisol é parte das reações naturais do corpo frente ao estresse, as principais funções deste hormônio envolvem prepará-lo para a fuga. O corpo percebe a atividade física moderada a intensa como estresse, e libera o cortisol como resposta a um exercício típico. O cortisol aumenta a quantidade de combustíveis disponíveis estimulando a gluconeogênese (produção de glicose) no fígado, aumentando o armazenamento de glicogênio (forma na qual o corpo guarda a glicose ou açúcar) e inibindo a ação da insulina, o que previne a captação de glicose no músculo e aumenta sua concentração no sangue. Adicionalmente, o cortisol aumenta a utilização de proteínas no músculo e de gordura no tecido adiposo; ambos os processos esgotam a energia armazenada e liberam combustível à corrente sanguínea para seu uso imediato.

Benefícios

O cortisol é um potente agente anti-inflamatório, razão pela qual atletas costumam utilizar injeções locais de cortisona no tratamento de lesões persistentes. Enquanto esse mecanismo é bastante complexo, se pode dizer de forma geral que o cortisol age inibindo a produção e liberação de moléculas inflamatórias responsáveis pela vermelhidão, aumento de temperatura, inchaço e dor no local lesionado. Em altas quantidades, o cortisol pode até mesmo ter efeitos anti-alérgicos, atuando como anti-histamínico. Em ataques alérgicos mais graves, ou no caso de um choque anafilático, a hidrocortisona pode ser dada lentamente por via intravenosa. É importante lembrar que o cortisol também tem um papel importante na regulação da pressão sanguínea, estimulando a vasoconstrição sempre que necessária.

Efeitos Negativos

Infelizmente, os efeitos negativos do cortisol são mais numerosos do que os positivos. O cortisol tem um efeito imunossupressor, significando que, se o seu corpo possui altos níveis de cortisol, você se torna mais suscetível a doenças ou infecções. Ainda mais, com a resposta que o cortisol tem frente ao estresse, levando ao aumento de substâncias combustíveis na corrente sanguínea, ele pode aumentar o nível de cálcio no sangue às custas de inibir a formação óssea e diminuir a absorção do mineral no intestino, resultando em uma diminuição na densidade óssea à medida em que passa o tempo. O cortisol também inibe o caminho que libera hormônios sexuais (gonadotrofinas), causando a diminuição da libido e, em alguns casos, infertilidade ou dificuldades em conceber em pessoas que estão constantemente estressadas. Mulheres que têm altos níveis de cortisol e um baixo peso corporal podem também experienciar amenorreia (ausência de ciclos menstruais).

Efeitos da Atividade Física

Tendo em conta que o cortisol é liberado em resposta ao estresse, a atividade física aumentará o limite de sua liberação. Por exemplo: caso você comece um programa de exercícios caminhando 15 minutos por quilômetro, o cortisol será liberado na mesma intensidade. No entanto, caso seu treinamento avance e você passe a uma velocidade de 10 minutos o quilômetro, o corpo não considerará os 15 minutos por quilômetro tão intensos e estressantes como antes, o que o levará a liberá-lo em menor quantidade. Caso você se exercite por mais de 60 minutos, mesmo a uma baixa intensidade, os depósitos de glicogênio (combustível) no corpo cairão significativamente, e o estresse aumentado vai causar uma maior liberação de cortisol. Quanto mais treinamento você faz, mais apto o seu corpo se tornará em lidar com o estresse físico, diminuindo a liberação de cortisol. E este efeito não é limitado à atividade física: pessoas que são regularmente ativas exibem um padrão reduzido na liberação de cortisol em resposta a uma crise emocional em comparação a pessoas sedentárias.

Considerações Patológicas

O exercício intenso de forma regular pode aumentar a liberação total de cortisol bem acima do efeito que tem o exercício moderado. Caso você tenha propensão a determinadas doenças, é importante buscar limitar o tempo que passa em exercícios extenuantes (seja por mais de 60 minutos ou aumentando a frequência cardíaca a 180 batidas por minuto ou mais). Caso a osteoporose seja um motivo de preocupação, o cortisol é capaz de diminuir a densidade ósea e, caso você tenha um sistema imune debilitado, você pode se expor a mais riscos graças a seus efeitos imunossupressores. O cortisol também aumenta a vasoconstrição, e diminui a sensibilidade insulínica, significando que, caso você tenha ou seja propenso a ter diabetes de tipo 2 ou hipertensão, é crucial consultar ajuda médica antes de começar um regime regular de exercícios intensos.

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