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Sinais e sintomas da displasia coxofemoral em cães

Atualizado em 25 maio, 2017

A displasia da anca ou coxofemoral ocorre em cães jovens, quando a articulação do quadril do animal se solta da parte superior do fêmur. Conforme o animal cresce, os ligamento que ligam o fêmur na pelve se estiram causando os primeiros sinais da doença. As juntas começam a mostrar pequenas fraturas que, eventualmente, levam à formação da osteoartrite conforme o animal envelhece, segundo o American College of Veterinary Surgeons (Faculdade americana de cirurgiões veterinários). As causas desse problema podem ser hereditárias e ambientais - o ganho rápido de peso durante as fases iniciais da vida do animal é considerado um fator. Aprender a reconhecer os sinais e sintomas dessa doença ajudará a iniciar o tratamento com o veterinário o quanto antes.

Seu filhote de labrador pode ter uma predisposição à displasia de anca (puppy image by SKYDIVECOP from Fotolia.com)

Dor e rigidez

Cães jovens com displasia podem mostrar os sinais da doença a partir dos cinco meses de idade, segundo os veterinários da PetEducation.com. Normalmente, eles sentem dor e rigidez durante e após a prática de exercícios, se recusando a correr e saltar. À medida que a doença se agrava, cães de meia idade ou mais velhos lutam para deitar e até mesmo se virar, em alguns casos, podem precisar de intervenção humana para ficarem de pé. Cães com esse problema têm dificuldade em subir escadas e evitam se mover normalmente. Durante um exame veterinário, apresentam dor ao toque dos quadris.

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Atrofia muscular e andar cambaleante

Cães com displasia da anca, por vezes, andam de modo cambaleante e apresentam claudicação anormal nas patas traseiras, segundo relata o Dr. Nicholas Trout do PetPlace.com. Os quadris podem parecer deslizar para cima e para baixo e seu cão pode balançar ou cambalear quando em pé. Ele parecerá relutante ao andar e muitas vezes saltará como um coelho com as pernas traseiras para evitar movê-las. Cães mais velhos com casos crônicos de displasia sofrem atrofia muscular dos membros posteriores devido à relutância em usar as pernas.

Tratamento

Os veterinários normalmente tratam cães com displasia leve a moderada, aquelas que apresentam mínima dor e sintomas leves, com medicamentos anti-inflamatórios e corticoides, segundo o Dr. Alleice Summers em “Common Diseases of Companion Animals” (Doenças comuns de animais domésticos). O veterinário pode sugerir exercício moderado e controle rigoroso do peso a fim de diminuir a dor e rigidez proveniente da osteoartrite.

Casos mais graves podem necessitar de intervenção cirúrgica, incluindo uma substituição total de quadril ou um processo chamado de ostectomia da cabeça femoral. Esse procedimento se trata da remoção cirúrgica da cabeça do fêmur do seu cão (osso da coxa), que neste ponto estará raspando contra o osso ilíaco, causando a dor. A remoção dessa parte fará com que o tecido circundante forme uma "falsa articulação" que permitirá que o animal se mova sem dor depois de um período de reabilitação de um ano. Com a substituição total do quadril, cães recuperam quase que totalmente os movimentos da parte traseira em 95% dos casos, segundo afirma o Dr. Summers.

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Referências

Recursos

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