Sobre o Dia dos Mortos

Escrito por david thyberg | Traduzido por guilherme rocha
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Sobre o Dia dos Mortos
Ornamentação para o Dia dos Mortos (Image by Flickr.com, courtesy of Esparta Palma)

O Dia de Finados é um feriado tradicional, com raízes que datam de milhares de anos. Celebrações sobre a morte, e sobre vida após a morte tem sido foco de muitas culturas e civilizações ao longo dos séculos. O evento mais conhecido é o Dia dos Mortos, originário do México, embora muitos países tenham alguma versão da tradição, em homenagem à morte e perda de familiares.

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Origem

O Dia dos Mortos tem sua origem no México, graças às antigas tradições tribais astecas e indígenas praticadas já há 3.000 anos. Enquanto algumas culturas temam a morte, a cultura asteca abraçou-a como uma etapa natural da vida. Os povos indígenas acreditavam na vida após a morte e na continuação do espírito. Eles mantiveram festivais anuais para celebrar vida e morte de membros da família. Com o tempo, estes eventos tornaram-se gradualmente mais e mais constantes, o que levou à fixação de um dia padrão da celebração, em agosto, no calendário asteca. O festival é dedicado à deusa Mictecacihuatl, a Dama dos Mortos. Quando os conquistadores espanhóis encontraram esses rituais zombando da morte há mais de 500 anos atrás, tentaram erradicar a tradição. Isso não funcionou, mas foram capazes de alterar a data da celebração para 02 de novembro, o que corresponde ao Dia de Finados no calendário católico, em uma tentativa de torná-lo mais cristão.

Tradições Mexicanas

México ainda é o epicentro do Dia dos Mortos, ou El Día de los Muertos, como é chamado em espanhol. Tradicionalmente, as famílias se reúnem e fazem visitas ao cemitério para entes queridos já falecidos. Mexicanos decoram túmulos com flores, velas, brinquedos, tequila, cruzes e imagens da Virgem Maria. Música, comida e bebida ajudam a transformar os cemitérios em cenário de festa nos dias primeiro e 02 de novembro. Primeiro de novembro é normalmente reservado para homenagear a morte de crianças, e 02 de novembro para adultos. Algumas famílias também constroem altares ou santuários em suas casas em homenagem a parentes falecidos. Procissões nas praças e avenidas da cidade também são comuns. As pessoas se vestem de preto ou pintam crânios em seus rostos. Também utilizam conchas e ossos que fazem barulho quando andam, na tentativa de acordar os mortos. Acredita-se que forças sobrenaturais tornem mais fácil a comunicação com os falecidos durante o dia dos mortos, levando círculos de oração e rituais de vodu, por todo o México.

Tradição nos Estados Unidos

Os Estados Unidos são o lar de muitas pessoas de origem latina, e o Dia dos Mortos é celebrado em comunidades latinas em estados como Texas, Califórnia e Arizona. As celebrações são geralmente semelhantes às tradições do México.

Tradição na America Latina

Variações sobre o Dia dos Mortos também existem em outros países latino-americanos. Na Guatemala, pessoas empinam pipas gigantes. No Equador, famílias indígenas Kichwa levam oferendas de alimentos, tais como guagua de pan, para seus entes queridos nos cemitérios. Brasileiros vão às igrejas e cemitérios em 02 de novembro para oração e reflexão. No Haiti, tradições vodu são combinadas com práticas católicas. À noite nas ruas há o bater de tambores, e a música também é tocada em cemitérios para acordar os mortos. Os bolivianos são conhecidos por preservar os crânios de ancestrais e levá-los para passear no Dia dos Mortos e fazer santuários.

Tradições pelo mundo

Existem tradições semelhantes em outras partes do mundo. Nas Filipinas, as famílias se reúnem para acampar nos cemitérios enquanto celebram. Muitos países europeus também compartilham a herança católica romana, na qual no Dia de Todos os Santos e no Dia de Finados as pessoas têm a oportunidade de visitar túmulos levando flores e velas.

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