Sobre práticas de educação infantil

Escrito por jan wondra | Traduzido por pina bastos
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Sobre práticas de educação infantil
O que uma cultura valoriza é revelado na sua educação infantil (family of swans image by Stephen Orsillo from Fotolia.com)

Muito tem sido escrito sobre práticas de educação infantil: o caminho certo, o caminho errado, o jeito americano, a maneira moderna. Como se sabe, as práticas de educação de crianças mudam de cultura para cultura, de geração para geração e de classe social para classe social. O que é perfeitamente aceitável em uma cultura ou década pode parecer chocante em outra. Como a sociedade americana está se tornando cada vez mais global e menos homogênea, compreender e aceitar as diferenças culturais na educação infantil vai se tornar mais importante.

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Definição

A maneira em geral aceitável pela qual as crianças em uma sociedade são educadas constitui sua prática filosófica e social da educação infantil. Essas práticas evoluem. A sociedade americana é tão materialista quanto cada vez mais interessada na segurança das crianças: é comum a prática recente de fornecer telefones celulares até às crianças pequenas. O que era considerado luxo é agora uma responsabilidade dos pais.

Perspectiva histórica

A partir dos anos 1600, atravessando, depois, o período vitoriano, pensava-se que "uma criança devia ser vista e não ouvida". As práticas de educação infantil eram estritas e focadas no bem social e não no bem-estar da criança. Nos anos 1920, foi popularizado o método científico de educação infantil pelo desenvolvimento do estilo próprio das crianças por especialistas como Myrtle Meyer Eldred. Sua coluna num jornal de sindicato, "Your Baby and Mine" ("Seu bebê e o meu", em tradução livre), aconselhava, entre outras coisas, que as crianças fossem ensinadas a "se acalmarem sozinhas", ou seja, que fossem deixadas gritando no berço e não fossem seguradas no colo.

O boom do pós-guerra criou a família nuclear. Uma geração de crianças foi coberta de bens materiais como um substituto para tempo e atenção reais. Por volta de 1970, especialistas em desenvolvimento infantil, como o Dr. Benjamin Spock, advogavam um estilo disciplinar relaxado em que a criança encontraria seus próprios valores morais e aprenderia as coisas no seu devido tempo. Muitos pais substituíram o papel de pais pelo de "amigos".

Só nessa geração mais recente é que os homens americanos começaram a desempenhar um papel mais igualitário na educação infantil.

Diferenças culturais

Diversos históricos culturais refletem diferentes práticas de educação infantil. Enquanto a cultura americana em geral valoriza e cria meninas e meninos igualmente, muitas culturas dão preferência aos meninos.

O padrão americano de uma criança por quarto é uma prática recente, promovida em uma época de famílias menores e afluência de recursos maior. A prática não é comum em outras culturas. Historicamente, em todos os lares, exceto nos mais ricos, as crianças compartilharam não apenas quartos, mas também, camas. Mesmo atualmente, famílias de imigrantes hispânicos acreditam que as crianças pequenas devem dormir com irmãos mais velhos e/ou com os pais. A prática, chamada "augusto", traduz-se literalmente por "ficar relaxado".

As práticas relativas a crianças e dinheiro variam muito. Alguns pais americanos dão dinheiro às crianças, sem esperar nada em troca. Outros dão mesadas, mas apenas com obrigações estabelecidas. Outros ainda não dão mesada alguma, mas pagam as crianças pelo trabalho que fazem para a família. As crianças americanas em geral usam esse dinheiro para o que querem. Outras culturas esperam que as crianças que vivem na casa, crescidas ou não, contribuam para as despesas da casa. Mas se essa criança ou jovem adulto precisar de ajuda financeira para algo como estudar, a família e os parentes vêm em seu auxílio, sem fazer perguntas.

Disciplina

As práticas de educação infantil pessoais são baseadas naquilo que os pais acreditam sobre a natureza humana, como inerentemente boa ou má. Um pai que acredita que o seu filho, por natureza, fará as coisas erradas a menos que seja ensinado de outra maneira, pode criar um ambiente autoritário e punitivo, com disciplina estrita. Outro pai, acreditando que a natureza humana do seu filho é inerentemente boa, pode criar o extremo oposto, um ambiente permissivo além dos limites, em que tudo é permitido. Os pais que tomam o caminho do meio valorizam o filho, mas criam um ambiente com autoridade e aconchego, em que as regras são reforçadas, mas as lições são aprendidas pelo encorajamento e as consequências naturais.

De acordo com "Lifestyle: Child Rearing Practices, Rewards and Punishment" ("Estilo de vida: práticas de educação, prêmios e castigos", em tradução livre), os pais americanos são mais propensos do que os de outras culturas a punir mau comportamento, mas olhar superficialmente, ou não premiar, um bom comportamento de um filho. Isso cria não apenas uma dinâmica familiar, mas uma cultura, em que as crianças conseguem atenção por serem más.

Valores e atitudes

As crianças aprendem primeiro os valores e as atitudes praticados no ambiente do seu lar, depois os da escola e dos seus pares. Um exemplo: se os pais decidirem ensinar o valor do trabalho, podem encorajar as crianças a assumir trabalhos no verão. Mas os adolescentes encorajam o emprego porque querem gastar o dinheiro ou estão economizando para coisas como carros ou uma faculdade.

Dependendo dos valores de uma sociedade, o sistema de educação de todo um país pode apoiar uma prática de educação infantil. Por exemplo, nos Estados Unidos, as escolas enfatizam o individualismo. No Japão, os professores colocam mais ênfase na consciência de grupo.

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