Teorias sobre brincadeiras no início da infância

Escrito por sandie rollins | Traduzido por carolina pires
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Teorias sobre brincadeiras no início da infância
Crianças crescem e aprendem brincando (play image by dinostock from Fotolia.com)

"Muito trabalho e pouca diversão faz de Jack um cara bobão". Enquanto este provérbio antigo parece banal ou clichê para alunos modernos, ele ainda reflete uma verdade quando se discute crianças e brincadeiras. Os filósofos gregos Platão e Aristóteles discutiram o papel da brincadeira na educação, mas teorias específicas sobre o assunto não foram desenvolvidas até séculos depois. A seguinte discussão sobre algumas teorias psicológicas modernas e teóricos descreve as tendências atuais relativas à brincadeira nas configurações educacionais atuais.

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A brincadeira como terapia

Em 1920, Sigmund Freud apresentou uma teoria psicanalítica que foi definida em seu livro "Além do princípio do prazer". Neste trabalho, Freud descreve a brincadeira como o mecanismo infantil para trabalhar repetidamente um evento traumático vivenciado anteriormente em um esforço para corrigir ou dominar o evento para sua satisfação.

A brincadeira como ensaio

Em 1972, Bruner afirmou que uma das principais funções das brincadeiras infantis seriam ensaiar ações para vários cenários da vida real em um ambiente seguro e sem riscos, de forma que quando confrontada com uma situação difícil, a criança não passaria por tanto estresse.

A brincadeira como preparação

John Dewey foi um teórico proeminente no início dos anos 1900. De acordo com Dewey, a brincadeira é uma atividade do subconsciente que ajuda um indivíduo a se desenvolver tanto mental como socialmente. Deve ser separada do trabalho, uma vez que a brincadeira ajuda a criança a se desenvolver em um mundo de trabalhos. Quando a criança começa a se tornar adulta, ela não "brinca" mais, mas procura diversão em sua ocupação. Esta atividade infantil de brincar prepara a criança para se tornar um adulto saudável e trabalhador.

A brincadeira como aprendizado sensorial

Maria Montessori, uma educadora italiana dos anos 1900, postulou que "a brincadeira é o trabalho da criança". De acordo com o método Montessori, que ainda é aplicado hoje em escolas particulares, as crianças se dariam melhor se passassem seu tempo de brincadeira aprendendo ou imaginando. A brincadeira de Montessori é sensorial, usando uma abordagem prática a ferramentas do cotidiano como caixas de areia. A criança determina seu próprio ritmo, e o professor é colaborativo ajudando a criança a brincar para aprender.

A brincadeira como desenvolvimento intelectual

Jean Piaget é muito reconhecido por apresentar os estágios do desenvolvimento infantil. Tais estágios se relacionam diretamente à brincadeira, uma vez declarado por Piaget que o crescimento intelectual da criança passa por estágios de assimilação, ou manipulação do mundo exterior para ir ao encontro das necessidades do indivíduo - atuação - e acomodação, ou reajustar as visões do indivíduo para encontrar as necessidades do ambiente exterior, ou trabalho.

A brincadeira como desenvolvimento social

Lev Vygotsky sugeriu que as crianças usariam a brincadeira como forma de se desenvolver socialmente. Na brincadeira, elas encontram outros e aprendem a interagir usando a linguagem e a representação. Vygotsky é muito conhecido por apresentar a ZDP, ou zona de desenvolvimento proximal. Isto sugere que enquanto a criança precisa de seus colegas ou amigos para crescer, ela precisa também de interação adulta para aprender a dominar cada habilidade social e ficar pronta para ser apresentada a novas formas de aprendizado para o crescimento.

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