Tipos de casamentos muçulmanos

Escrito por kristyn hammond Google | Traduzido por camille sampaio
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Tipos de casamentos muçulmanos
O Islã permite várias formas diferentes de casamento (relaxation image by haemengine from Fotolia.com)

Sob a lei islâmica, conhecida como Sharia e considerada a Lei de Deus pelo Islã, o casamento muçulmano é um contrato literal entre os casais. Embora a instituição do casamento permita a poligamia, esses contratos são entre o marido e cada esposa individualmente. Devido à complexidade dos relacionamentos, múltiplas formas de casamento existem para acomodar todos os tipos de casais e cada um com suas próprias regras e costumes.

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Nikah

O Nikah é a forma mais comum de casamento no mundo muçulmano. Através do Nikah, um casal pode viver junto e cumprir as responsabilidades matrimoniais um com o outro. O pai da noiva, ou o parente homem mais próximo, deve concordar com a união prévia a qualquer cerimônia e um Haq-e-Mahr apropriado deve ser acordado. O Haq-e-Mahr é uma quantia em dinheiro paga do noivo para a noiva, antes ou logo após a cerimônia de casamento, e destina-se como um seguro a que a noiva tem acesso se alguma coisa acontecer com o marido. O Nikah requer duas testemunhas do sexo masculino e o anúncio para a cerimônia deve ser público. Muçulmanos podem performar não mais do que quatro Nikah ao mesmo tempo, mas a prática da poligamia é rara em algumas áreas e bastante comum em outras. Casamentos arranjados são comuns em algumas comunidades muçulmanas. No entanto, apesar dos arranjos conjugais por parte dos pais, ambas as partes devem concordar com o casamento ao atingir a idade adulta, para que ele seja legal.

Nikah ‘urfi

Casamentos Nikah ‘urfi são associados de forma próxima com o casamento Nikah padrão, exceto pela cerimônia não ser publicamente anunciada. Duas testemunhas ainda são necessárias, mas a cerimônia pode ser tão simples como duas pessoas afirmando que estão casadas e assinando um papel declarando que aceitaram o casamento. Casamentos Nikah ‘urfi não são vistos como casamentos muçulmanos válidos e não há opção de divórcio ou proteções existentes para os que o praticarem. Somente o Egito tem leis para garantir aos casais dessa forma de casamento o direito ao divórcio. Adicionalmente, esse tipo de matrimônio não dá aos casais o direito de viverem juntos e é mais comum entre muçulmanos jovens. Entretanto, a natureza ilegítima dessa união cria um problema para os envolvidos, assim como para suas famílias.

Nikah al-Mut’ah

O casamento Nikah al-Mut’ah configura um tempo limite estabelecido no momento da união. De acordo com o site Ansar, "na conclusão do termo matrimonial, o casamento se dissolve e os acordos financeiros são resolvidos." O casal concorda com regras específicas para o seu casamento antes da união e, embora não haja repreensão formal, não cumprir com essas responsabilidades é motivo para acabar com o casamento. Essas uniões ajudam a abrandar as leis nas situações em que homens e mulheres coabitarão e onde nenhum casamento al-Mut'ah seja comum. Os jovens muitas vezes concordam com essa forma de união a mando de seus pais, a fim de determinar se um casal vai ser feliz em preparação para um Nikah formal. Casamentos Mut'ah não são contabilizados no número máximo permitido de esposas para um homem.

Nikah Misyar

Casamentos Misyar podem se assemelhar a outras formas de casamento, mas a diferença específica de um casamento desse tipo é que ambas as partes desistem de responsabilidades conjugais específicas antes de entrar na união. As responsabilidades comumente renunciadas são a divisão igualitária de propriedades ou o fato de morarem juntos. De acordo com o site Arab News, "esses casamentos são mais comuns entre idosos, mulheres que desejam evitar o estigma de serem solteiras ou muçulmanos pobres que desejam se casar, mas não podem viver juntos por conta de problemas de saúde, sociais ou financeiros."

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