Tratamento de Helicobacter em suínos

Escrito por peg robinson | Traduzido por angela spada
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Tratamento de Helicobacter em suínos
Leitõezinhos (farm animals image by Zbigniew Nowak from Fotolia.com)

As bactérias Helicobacter pertencem a um gênero ligado às ulceras de estômago. A espécie Helicobacter heilmannii está especificamente associada aos suínos, mas parece ser transmissível a cães, gatos e seres humanos. Devido à sua associação com Helicobacter pylori, mais grave, além da transmissão cruzada entre espécies, essas bactérias causam alguma preocupação e estão sendo objeto de mais estudo.

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Bactérias Helicobacter

Há muitas espécies no gênero Helicobacter. Foram encontradas variedades em humanos, gatos, cães, suínos, ovinos, furões, leopardos e outros. A espécie estudada de modo mais completo é a Helicobacter pylori, causa primária de úlceras de estômago em humanos. Está também associada a cânceres da porção estomacal inferior. Em vista da gravidade dos problemas causados por essas bactérias, outras espécies do gênero Helicobacter causam preocupação e estão sendo pesquisadas.

Helicobacter heilmannii

Helicobacter heilmannii é uma espécie do gênero Helicobacter encontrada normalmente em suínos, cães e gatos. Sua forma é espiralada, movimenta-se impulsionando seus flagelos e vive no revestimento mucoso do estômago e intestinos. Não está claro em que medida essa bactéria contribui para as úlceras gástricas em suínos. Foi encontrada em úlceras estomacais em humanos, mas em combinação com Helicobacter pylori. Em vista dessa combinação, não está evidente até que ponto ela estaria envolvida na infecção ulcerativa original. Todavia, por haver indicações de ser transmissível entre espécies, essa bactéria é de especial interesse.

Dificuldades no estudo

A cultura de Helicobacter heilmannii provou ser difícil, tornando lento o progresso do estudo dessas bactérias. A cultura in vivo, em camundongos e porquinhos-da-índia, mostrou ser um método alternativo de estudo. Em 2008, o professor Freddy Haesebrouck, da Universidade de Ghent, na Bélgica, anunciou o desenvolvimento de um novo método de cultura da bactéria. Em casos em que a maioria das bactérias era destruída por altos níveis de ácido, a Helicobacter heilmannii provou ser necessário um método de cultura que utilize um meio de crescimento altamente ácido. Graças à nova técnica de cultura, será possível fazer outras pesquisas para determinar a melhor antibioticoterapia para a infecção.

Tratamento

Atualmente, Helicobacter heilmannii é uma preocupação relativamente menor em suínos. É apenas uma entre muitas outras bactérias que podem contribuir para a ulceração estomacal e, portanto, para a perda de animais, nem é facilmente diagnostica, além de não estar esclarecido se é um problema particularmente amplo para os criadores de animais. Uma patente da vacina para proteger contra essa espécie de bactérias foi solicitada em 2005, e desenvolvida por Richard Ducatelle e Ann Hellemans, sendo cessionária a Universidade de Ghent. Uma vacina que tenha êxito permitiria aos fazendeiros proceder a uma prevenção básica. Até o momento, quando uma infecção é detectada cedo o suficiente, os suínos pode ser tratados com transfusões e o antiácido ranitidina (geralmente comercializado sob a denominação Zantac). Estão sendo realizados estudos referentes à eficácia da amoxicilina e do omeprazol com o uso de camundongos infectados, por outro lado, a prevenção e o tratamento parecem ser a terapia primária usada com mais frequência no momento.

Resumo

A infecção por Helicobacter heilmannii é comum em suínos, mas é insuficiente a evidência coletada para estabelecê-la como um importante problema em animais de criação. Atualmente, a terapia é limitada, sendo a prevenção a preocupação principal. Devido ao potencial para a perda e à associação com riscos conhecidos de forma mais clara de Helicobacter pylorii, e pela capacidade da bactéria de se mover entre espécies, ela deve ser estudada. Houve progressos no estudo e no tratamento da doença.

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