Usos do ágar em microbiologia como um agente solidificante

Escrito por david stewart | Traduzido por kelly isayama
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Usos do ágar em microbiologia como um agente solidificante
O ágar fornece um meio de cultura sólido para isolar microorganismos (Comstock/Comstock/Getty Images)

Até 1882, os micróbios eram isolados ao se preparar diluições em série das amostras em um meio líquido. Com esse método, os organismos em maiores quantidades eram isolados, mas um micróbio em menor quantidade, que causava doenças, geralmente permanecia despercebido. Em 1882, Walther Hesse e Angelina Fannie trabalhando no laboratório do médico alemão Robert Koch desenvolveram o ágar para o uso como um agente solidificante. Meios contendo essa substância fornecem uma superfície sólida para que uma grande variedade de microorganismo possa crescer e ser isolados.

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Fontes de ágar

O ágar é extraído de várias espécies de algas vermelhas e rochas, como a Pterocladia e a Gelidium. Outras variedades de algas como a Gelidiella e a Gracilaria também produzem ágar, porém ele possui temperaturas de gelificação mais altas, o que o torna inadequado para meios de cultura microbianos. O processo de preparar o ágar bacteriológico padrão vindo de algas é um processo rigorosamente monitorado que requer equipamentos especializados e controle estrito do meio de manufatura.

Química do ágar

O ágar é um carboidrato de cadeia polimérica que consiste de unidades de galactose. Quando ele é dissolvido em água fervente e submetido a um resfriamento, ele gelifica para formar uma massa gelatinosa. Esse processo ocorre entre 34 e 36°C e o ágar permanece firme até 65°C. Essa substância também aguenta forças de cisalhamento, então o gel produzido retém a sua firmeza sob as condições laboratoriais. Embora a gelatina tenha propriedades gelificantes similares, ela não é resistente a ataques de enzimas bacterianas. O ágar não é afetado por ela, então é possível preparar um meio de cultura sem o uso de inibidores, que podem interferir no crescimento do micróbio sendo desenvolvido.

Usando ágar

A maior parte do meio contém ágar em uma concentração variando entre 1 a 2% do volume total da cultura. Esse valor permite uma solidificação do meio suficiente sem causar um problema para o crescimento dos organismos. Concentrações mais baixas variando entre 0,05 e 0,5% são usadas em meios de cultura usados para o crescimento de microaerófilos, anaeróbios e para experimentos de motilidade. O ágar é um componente da maioria dos meios de cultura usado para estudos de microbiologia clínica, pesquisas auxotróficas e de genética e transformações bacterianas.

Tipos de ágar

O tipo de ágar que for ser utilizado depende do propósito específico do meio de cultura microbiano. O ágar de nutrição média é útil para o crescimento da maioria dos fungos e bactérias. Já o que não possui nutriente é geralmente usado para o crescimento de organismos que não são bacterianos. O ágar sangue contém células sanguíneas e ajuda o crescimento também de bactérias. Já o ágar Sabouraud é útil para o desenvolvimento seletivo de fungos.

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