Como é viver sem um pâncreas?

Escrito por nina kramer | Traduzido por lígia monteiro
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Como é viver sem um pâncreas?
É possíver ter uma vida relativamente normal sem o pâncreas (sexy senior image by Leticia Wilson from Fotolia.com)

Apesar de muitas pessoas acreditarem ser impossível viver sem um pâncreas, isso é sim algo possível. Anteriormente, viver sem o pâncreas era impossível porque sem ele o indivíduo não poderia digerir a comida e, portanto, comer. Diabetes severa também era um quadro provável. No entanto, com o desenvolvimento das regulamentações médicas para substituir o que o pâncreas geralmente produz, a vida sem ele se tornou possível - uma vida, inclusive, um tanto quanto normal. Algumas pessoas que vivem hoje sem o pâncreas dizem não ser difícil, enquanto outras dizem o contrário.

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O pâncreas

O pâncreas - geralmente descrito como um órgão em forma de "pistola" - se encontra atrás do estômago, no abdômen superior. Ele produz enzimas (sucos digestivos) que são essenciais para a digestão do alimento e quebram três nutrientes essenciais: proteínas, gorduras e carboidratos. Os hormônios também são produzidos no pâncreas, inclusive a insulina, o mais importante deles. A insulina regula a glicose (açúcar) na corrente sanguínea; quando não há insulina suficiente no corpo, a glicose se acumula no sangue e é provável que o indivíduo desenvolva diabetes.

Como se perde o pâncreas?

Normalmente, o pâncreas funciona sem problemas, mas quando eles acontecem, são severos e costumam ser fatais, de acordo com o site do Centro Médico Cedars-Sinai de Pesquisa e Educação de Los Angeles. O mais comum é a pancreatite: sucos digestivos são liberados na corrente sanguínea, e não no duto que leva ao pequeno intestino - áreas onde as enzimas agem no alimento. Isso pode causar dores agudas, náusea, febre e até falência dos rins. Se os ataques ocorrerem repetidamente, podem causar cicatrizes permanentes e disfunção pancreática. A perda do pâncreas pode ocorrer devido ao câncer pancreático, mas é relativamente incomum.

A vida sem o pâncreas

Para viver sem o pâncreas, os pacientes devem tomar suplementos de enzimas pancreáticas para se alimentar e insulina para regular os níveis de açúcar no sangue. Essas medicações devem ser tomadas como prescritas - e para o resto da vida dos que não tem o órgão. Geralmente, há um período de ajuste enquanto as dosagens e horários são alinhados.

Vivendo sem dificuldade

Uma pessoa sem um pâncreas "se sente ótima" - de acordo com o site steadyhealth.com. Outra pessoa, escrevendo ao mesmo site, achou o primeiro ano sem o pâncreas "um pesadelo" para os ajustes; no entanto, uma vez que foi encontrada a enzima e a alimentação certa, as dores diminuíram bastante. Uma mãe no site descreve seu filho que, com 11 dias, teve parte de seu pâncreas removido e, com 21 dias, o órgão completo. Ele tem hoje 20 anos, toma quatro injeções de insulina por dia e, em cada refeição e lanche, um suplemento de enzimas pancreáticas. Ela descreve seu filho como "muito saudável."

Vivendo com dificuldade

Algumas pessoas relatam dificuldade: diarréia, dor forte - geralmente após refeições - e náusea.

Transplantes

O transplante do pâncreas é uma opção. Em alguns pacientes, é possível o transplante das células de ilhotas que produzem a insulina. Um paciente teve essas células transplantadas para o fígado, onde a insulina passou a ser produzida. Ele toma as enzimas pancreáticas, mas não precisa tomar a insulina.

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