As 5 partes da trama da história

Escrito por lucy burns | Traduzido por luiza berthoud
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As 5 partes da trama da história
O modelo da pirâmide de Freytag é útil para analisar a estrutura clássica da trama (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

A trama é a seqüência de eventos, ligados por uma relação causal, que motivam a ação de uma história ou obra dramática. Aristóteles nota em sua "Poética" que dramas de sucesso exibem um começo, meio e fim -- que as histórias tendem a ser organizadas em torno de um único evento crucial ou clímax. Mas o modelo de cinco partes da estrutura da trama foi articulada pela primeira vez por Gustav Freytag, dramaturgo e filólogo alemão, em seu livro "Technique of the Drama", de 1863.

Freytag notou que as tramas da maioria dos dramas de Shakespeare tendem a seguir uma estrutura previsível de movimento em direção a um clímax narrativo e, em seguida, em direção a resolução. Freytag desenvolveu um modelo para esta estrutura, agora conhecida como "pirâmide de Freytag" ou "triângulo de Freytag", colocando o clímax no topo da pirâmide. Tal modelo tornou-se uma das ferramentas mais utilizadas para mapear e analisar a estrutura narrativa. É importante lembrar, porém, que nem toda história contém todos esses elementos em partes iguais, ou até mesmo em ordem.

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Exposição

A primeira etapa do modelo de Freytag é a exposição. Esta etapa da história contém o material de fundo que o leitor ou espectador precisa para entender o resto da trama. O leitor encontra as principais personagens, aprende peças-chave de informação e encontra um conflito-chave ou "incidente de incitação" -- o evento que motiva o resto da história. A exposição é comumente retratada no canto esquerdo do modelo de pirâmide.

Ação crescente

A ação crescente é toda a ação que ocorre entre a exposição e o clímax da história. Muitas vezes envolve o protagonista se movendo através de uma série de tarefas ou escolhas, um processo de aprendizagem ou o desenvolvimento do caráter, ou ainda uma viagem. As relações entre as personagens e os eventos tornam-se mais complicadas, e a tensão aumenta à medida que a história se move em direção a seu clímax. A ação crescente é representada no modelo da pirâmide na inclinação a esquerda do pico.

Clímax

O clímax deve ser a parte mais empolgante da história. É o pico da pirâmide de Freytag, embora não ocorra necessariamente no meio da história, como o modelo de pirâmide sugere. O protagonista encontra seu momento decisivo, o ponto culminante, em uma época de grande conflito interno e/ou externo. Se houver um antagonista significativo o ponto de viragem pode ocorrer, por exemplo, quando o protagonista decide entrar na batalha, enquanto que o ponto culminante seria a própria batalha.

Ação decrescente

A ação decrescente lida com as consequências imediatas do clímax -- a precipitação, a limpeza, a mudança de um estado de grande excitação para um estado de resolução. Isso não é necessariamente um momento feliz, o herói pode ter que enfrentar uma mudança permanente ou uma verdade dolorosa. A situação ainda não foi resolvida, mas o período de maior tensão e perigo está por trás da protagonista. Na pirâmide de Freytag, a ação decrescente é representada pela inclinação a direita do topo.

Resolução

Nem toda história termina de forma perfeita, mas se isso acontecer, a resolução é o lugar onde isso acontece. Segredos são revelados e tensão é liberada. Em um romance policial clássico, esta é a seção na qual o vilão confessa e é levado para enfrentar a justiça. Pode haver um último momento de suspense, levando a uma liberação da emoção, ou "catarse", e o protagonista e leitor retornam a um estado de calma satisfeita. No diagrama de pirâmide, a resolução ocorre no canto inferior do lado direito.

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