Quais são as três unidades do teatro grego

Escrito por ashley seehorn | Traduzido por jesse mourao
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O teatro tem origens na antiga Grécia. O filósofo grego, Aristóteles, estudou peças de seu tempo e anteriores a ele, e desenvolveu suas regras para a composição da tragédia. Aristóteles estabeleceu essas diretrizes em sua obra "Poética", no quarto século a.C.

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As unidades de Aristóteles

Em sua "Poética", Aristóteles examinou peças teatrais como uma forma de arte separada e discutiu como elas diferiam da poesia épica. Ele deduziu os elementos essenciais à criação de uma tragédia bem-sucedida. Pelos dois mil anos seguintes as diretrizes de Aristóteles constituíram a base para a composição dramática. Entres essas ideias, ele estabeleceu a unidade do tempo, espaço e ação.

Unidade de tempo

Aristóteles propôs que a ação de uma peça deveria desenvolver-se em um curto espaço de tempo, cobrindo não mais que 24 horas. Performances baseada em tempo real capturava a atenção da plateia e criava uma sensação de imediatismo. Os personagens podem se referir a eventos fora do espaço de tempo da peça apenas para estabelecer o tom e o contexto da encenação. Entretanto, seria ideal que ação real da peça se situasse dentro do tempo da peça em si.

Unidade de Lugar

Aristóteles argumentava que as peças deveriam se realizar em apenas um único cenário. Ele acreditava que mover-se de um local para outro poderia causar confusão para a audiência e distração da trama. A trama, conforme pensava, era o aspecto mais importante da peça. Os personagens, cenário e outros elementos eram considerados secundários em relação ao intenso fluxo de ação que conduzia, inevitavelmente, à conclusão.

Unidade de ação

A unidade de ação refere-se à argumentação de Aristóteles de que a peça deveria conter uma trama central ou tema e um claro início, meio e fim. Para ele, uma peça ruim era feita com uma sequência de episódios; e assim faltaria a "causa e efeito" que uma trama real deveria ter. Todas as cenas dentro da peça deveriam anunciar a trama; divagações deveriam ser evitadas. Nada aleatório ou sem lógica poderia quebrar o fluxo de ação. Aristóteles era particularmente exigente em usar a intervenção divina para desprender os personagens de suas circunstâncias. Isso era feito através da aparição de um deus, ao final da peça, para esclarecer os problemas criados pelas ações dos personagens ou resolver a situação.

Contexto histórico

É bom lembrar que Aristóteles estava formando essas regras iniciais durante o quarto século a.C. Na época, as peças eram encenadas ao ar livre e o uso de múltiplos cenários seriam caros e complicados para produzir. A platéia provavelmente ficaria confusa no processo de mudanças de cenários e acessórios, uma vez que não havia coisas como cartazes para anunciar a mudança de cena. Finalmente, Aristóteles era conhecido como um filósofo que apreciava a lógica. Qualquer progressão dramática que ficasse de fora do reino da lógica teria sido rejeitada.

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