Análise forense de vidros

Escrito por karen murdock | Traduzido por elisa silva
  • Compartilhar
  • Tweetar
  • Compartilhar
  • Pin
  • E-mail
Análise forense de vidros
A análise forense descobre pistas em vidro trincado, rachado ou quebrado (broken window background image by JoLin from Fotolia.com)

Um ladrão quebra uma janela. Mais tarde, a polícia descobre fragmentos de vidro enfiados em seus sapatos e jaqueta. Um atirador dispara através de uma janela, mas alega que alguém lá dentro atirou nele primeiro. O vidro trincado, rachado ou quebrado pode conter pistas cruciais para investigar crimes e acidentes. A análise forense de vidros descobre essas pistas usando uma variedade de processos científicos.

Outras pessoas estão lendo

Evidência em vidro danificado

A análise forense em vidro fraturado revela pistas de projéteis, armas e direção da força. Por exemplo, projéteis como balas deixam furos reveladores, com rachaduras radiais e concêntricas, diz Richard Saferstein no livro "Criminalistics: An Introduction to Forensic Science" ("Criminalística: introdução a ciência forense", em tradução livre). Rachaduras radiais deixam raios como os do pneu de bicicleta, enquanto as rachaduras concêntricas lembram ondas em um lago. Adicione resíduo de pólvora e não há dúvidas de que alguém disparou uma arma. Além disso, em vidros, buracos de bala sempre são maiores no lado da saída, o que revela a direção do disparo, de acordo com Saferstein.

Evidência em fragmentos de vidro

Os fragmentos de vidro de uma cena de crime ou acidente às vezes aderem a armas, ferramentas, automóveis ou roupas. Examinadores forenses comparam a densidade dos fragmentos — geralmente, uma amostra vinda do suspeito e uma da cena. Se a densidade não corresponder, a polícia vai ter informação suficiente para concluir que os fragmentos não são provenientes da cena.

Entretanto, as densidades serem correspondentes não indica que são da mesma fonte, já que muitos tipos de vidro possuem a mesma densidade, observa Saferstein. Portanto, é analisado também o índice refrativo das duas amostras. Este mede a velocidade com que a luz passa pelo meio através do vácuo, diz Saferstein. Quando o índice refrativo combina, é provável que as amostras sejam da mesma origem, mas nenhum perito em vidros pode afirmar com certeza.

Considerações

Apesar do desenvolvimento forense na análise de amostras de vidro, juízes ainda não consideram as combinações tão confiáveis quanto provas de DNA. Há pouca informação para demonstrar a probabilidade de certas características particulares de vidros, de acordo com Terrence F. Kiely, no livro Forensic Evidence: Science and the Criminal Law ("Evidências Forenses: A ciência e a lei criminal", em tradução livre). De fato, Kiely observa que examinadores de vidro devem escolher cuidadosamente suas palavras durante o tribunal, como "consistente com" ou "não distintas".

Noções equivocadas

Embora a análise em vidro geralmente resulte em combinação de classe característica, ou seja, traços que muitos vidros podem possuir, um tipo de vidro pode resultar numa combinação individual. De acordo com Saferstein, pode haver uma combinação verdadeira quando o vidro se estilhaça em pedaços ou fragmentos de forma que o vidro possa ser recomposto. Muito raramente dois pedaços provindos de fontes diferentes poderiam se juntar como peças de quebra-cabeça.

Importância

O vidro é um material tão comum que aparece nas roupas e sapatos de qualquer um, observa Kiely. Com tanto contato acidental, tribunais e investigadores precisam de algum jeito de determinar quais realmente tem relevância. Isso torna a análise forense essencial para o sistema de justiça.

Não perca

Filtro:
  • Geral
  • Artigos
  • Slides
  • Vídeos
Mostrar:
  • Mais relevantes
  • Mais lidos
  • Mais recentes

Nenhum artigo disponível

Nenhum slide disponível

Nenhum vídeo disponível