O antigo deus da guerra romano

Escrito por frank b. chavez iii | Traduzido por pedro santos
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O antigo deus da guerra romano
César Augusto considerava Marte seu protetor especial (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

Antes de adotar o cristianismo no século 4, os romanos, como muitas outras culturas antigas, eram politeístas. Marte, o deus da guerra, era uma das mais importantes deidades no vasto panteão. Ele só não era mais poderoso do que Júpiter, o rei de todos os deuses. Ele era o protetor de Roma junto com Júpiter e outro deus chamado Quirino.

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Agricultura

Roma foi colonizada por fazendeiros que originalmente adoravam Marte como o deus da agricultura. De acordo com a lenda, Marte era filho de Juno, a rainha dos deuses. Ela engravidou dele depois de tocar numa planta mágica que recebeu como um presente de Flora, deusa da primavera. Os romanos faziam festivais para Marte em março, que foi nomeado em sua homenagem, e no início da colheita, em outubro. Marte também era o deus patrono dos cavalos e seus festivais também costumavam incluir corridas de cavalos.

Rômulo e Remo

Os romanos acreditavam que Marte era o pai de Rômulo e Remo, os lendários fundadores de Roma. De acordo com o mito, Marte seduziu uma sacerdotisa chamada Rhea Silvia enquanto ela dormia, e ela deu à luz dois meninos. Um rei mau chamado Amulius fez com que os meninos fossem jogados no Rio Tibre, mas Marte protegeu a cesta em que eles estavam flutuando até ela chegar à margem. Uma loba encontrou os bebês chorando e os amamentou enquanto um pica-pau lhes dava pedaços de comida. Os meninos acabaram sendo descobertos e criados por um pastor e sua esposa. Depois de crescido, Rômulo teria supostamente construído a cidade de Roma.

Guerra

Conforme os romanos se tornaram mais guerreiros, Marte se transformou em um deus da guerra. Os romanos admiravam a cultura grega e davam muitos atributos de Ares, o deus grego da guerra, a Marte. Os soldados romanos treinavam no campo sagrado de Marte, o Campo de Marte, e faziam sacrifícios em seu templo pelas vitórias militares. Os romanos acreditavam que Marte iria protegê-los porque eles eram descendentes de Rômulo. De acordo com a lenda, o escudo de Marte caiu dos céus e foi encontrado pelo rei romano Numa Pompílio. Numa acreditava que o escudo era vital para o futuro de Roma, por isso ele o pendurou num altar com 11 cópias criadas para enganar os ladrões. Ele também criou uma ordem de sacerdotes para guardar o santuário. Durante os festivais de Marte, esses sacerdotes se vestiam com armaduras e faziam danças de guerra. César Augusto, o primeiro Imperador Romano, idolatrava Marte como seu protetor pessoal e construiu diversos templos em seu nome.

Os celtas

Quando os romanos conquistaram as tribos celtas na França e na Bretanha, eles trouxeram Marte com eles. De acordo com “Dicionário da mitologia celta”, os romanos costumavam dar nomes latinos aos deuses celtas que possuíam atributos parecidos com os dos deles. Os celtas absorveram os deuses romanos em seus panteões locais. Historiadores acreditam que a versão celta de Marte era menos ligada à guerra do que a romana. Na Bretanha Romana, ele era adorado como um deus da cura sob o nome de Loucetius. Na Alemanha, ele era chamado Lenus e Lenus Marte. Os celtas associavam Marte ao ganso, que eles consideravam uma sentinela agressiva e alerta.

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