Ciência forense: análise da fibra de cabelo

Escrito por giselle diamond | Traduzido por monica ferreira rocha lopes
  • Compartilhar
  • Tweetar
  • Compartilhar
  • Pin
  • E-mail
Ciência forense: análise da fibra de cabelo
A ciência forense também analisa fibra de cabelo (cure s image by Andrey Kiselev from Fotolia.com)

A análise forense de fibras capilares desempenha um papel importante nos tribunais, desde que sua ciência foi comprovada no início da década de 1900. Para se estabelecer no mundo acadêmico em geral, foi necessário comprovar que ela não era apenas uma pseudociência. Publicações feitas por John Glaister e mais tarde, John Hicks, confirmaram a exatidão e validade dessa ciência. O teste de DNA e a comparação de fios de cabelo ajudam a condenar criminosos que, caso contrário, ficariam livres e também mudam condenações injustas, como foi o caso de James Driskell, mantido na prisão por doze anos, até que um teste de DNA de um fio de cabelo provou sua inocência. Os exames de fibras capilares realizados cuidadosamente por inúmeros profissionais qualificados fornecem validade suficiente para permitir seu uso como prova nos tribunais.

Outras pessoas estão lendo

História

Foram nos estágios iniciais da ciência forense que os pesquisadores perceberam importância de examinar fibras capilares durante uma investigação criminal. Foi publicado na França, em 1857, um dos primeiros relatos científicos que apresentou ao mundo a ideia de tricologia – o estudo científico do cabelo. O campo expandiu-se rapidamente após o exame microscópico do cabelo tornar-se conhecido no início do século 20. O estudo "Hairs of Mammalia from the Medico-legal Aspect" ("Cabelos de mamíferos no ponto de vista médico-legal", em tradução livre) do Professor John Glaister publicado em 1931, tornou-se um recurso importante pela informação sobre análise capilar e, em 1977, foi publicado "Microscopy of Hairs: A Practical Guide and Manual" ("Microscopia capilar: manual e guia prático, em tradução livre") de John Hick, estabelecendo bases para a utilização de evidências pelo examinador forense.

Identificação

Segundo o grupo científico de análise de materiais, sempre que dois objetos entram em contato, a transferência de material ocorre e as evidências que resultam disso são usadas para associar objetos, pessoas ou locais. Ao olhar a estrutura básica de um cabelo, os investigadores devem primeiro determinar se ele pertence a um animal ou ser humano. Os animais têm pelos de proteção e sensoriais que se assemelham ao cabelo humano. O cabelo humano tem uma coloração e pigmentação igual ao longo do comprimento do fio, enquanto que o pelo de animal tem variações de coloração, como se fossem tiras. A raiz do cabelo proporciona uma outra característica de identificação, porque em animais, a forma da raiz varia muito, ao passo que para os seres humanos, a raiz aparece igual quase 100% das vezes. Os cabelos humanos apresentam propriedades que permitem a classificação por origem racial, como caucasianos, negros, amarelos ou europeus, africanos e asiáticos. Quando essas características não aparecem, o cabelo pertence a um indivíduo é mestiço.

Métodos de recuperação de cabelo

Organizações profissionais têm muitas técnicas para coleta de amostras. De acordo com o agente do FBI Douglas Deedrick, gravar, agitar, raspar e coletar são as melhores coisas a se fazer na hora de recolher amostras de cama e roupas. Aspiradores especiais equipados com unidades de contenção com filtro realizam a coleta de cabelo dos tapetes e superfícies estofadas. Colher cabelo para ser utilizado como evidência é difícil, devido à possibilidade de contaminação e de transferência, mas uma luz especial e ferramentas de ampliação reduzem o risco de contaminação.

Significado

Ao identificar e comparar cabelo humano e animal sob um microscópio, os investigadores obtém informações valiosas sobre os eventos que ocorreram na cena de um crime e também estabelecem contato físico entre o suspeito e a vítima, utilizando as informações no tribunal para ajudar na acusação ou defesa. Para reforçar a validade de tais provas, as tecnologias de DNA tornaram-se igualmente importantes na análise forense de cabelo. Segundo o artigo "Hair Analysis" (Análise capilar) de Lee Lerner, ao combinar testes de DNA com procedimentos microscópios, os investigadores podem agora procurar por drogas ilegais, verificar a presença de metais pesados, deficiências nutricionais e descobrir a idade aproximada de uma pessoa, analisando apenas uma única mecha de cabelo.

Valor

A investigação e acusação de indivíduos suspeitos de envolvimento em crimes violentos, muitas vezes, inclui a identificação e comparação de vestígios de provas. Segundo Deedrick, a evidência de cabelo é apenas válida quando utilizada em conjunto com outras provas. Embora essa análise forense sirva como prova em tribunal, não serve necessariamente como prova incontestável, pois, em geral, uma comparação de cabelo não significa o reconhecimento completo de um indivíduo. De acordo com uma publicação do FBI, ao associar e utilizar combinações de vários examinadores, a validade das provas de análise capilar chega perto de 100%. O profissionalismo e a experiência do examinador, bem como os métodos utilizados na análise, contribuem para dar credibilidade a qualquer resultado obtido a partir da análise.

Não perca

Filtro:
  • Geral
  • Artigos
  • Slides
  • Vídeos
Mostrar:
  • Mais relevantes
  • Mais lidos
  • Mais recentes

Nenhum artigo disponível

Nenhum slide disponível

Nenhum vídeo disponível