Consequências físicas e psicológicas em mulheres que são agredidas

Escrito por eric feigenbaum | Traduzido por ricardo castiglioni
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  Consequências físicas e psicológicas em mulheres que são agredidas
Muitas mulheres desenvolvem uma dependência de substâncias para lidar com o abuso (BananaStock/BananaStock/Getty Images)

A violência doméstica e o abuso físico deixam as mulheres com problemas que vão além dos cortes e contusões. Espancamentos repetidos causam danos para todo o corpo e psique de uma mulher. Em casos graves, uma mulher agredida pode ficar desfigurada, estéril, apresentar danos cerebrais e sofrer para o resto da vida. É por isso que, apesar do medo extremo que uma mulher agredida possa viver, ela precisa trabalhar a coragem e recursos para escapar e pedir ajuda.

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Desfiguramento

O abuso físico grave pode resultar em ferimentos, queimaduras e ossos quebrados e trincados. Em alguns casos, os danos aos ossos faciais criam lesões altamente visíveis. Como a maioria das mulheres agredidas têm muito medo ou correm risco ao procurar ajuda, elas não conseguem o tratamento médico necessário para tratar as queimaduras, cortes e ossos quebrados. Infelizmente, as cicatrizes e desfigurações tornam-se permanentes. Em muitos casos, sente-se que os abusadores desejam marcá-las e estigmatizá-las para mantê-las isoladas da comunidade e daqueles que poderiam ajudá-las.

Problemas ginecológicos

Quando as mulheres são abusadas sexualmente ou durante momentos particularmente vulneráveis, tais como logo após o parto, problemas ginecológicos podem aparecer. Mulheres que deram à luz recentemente podem desenvolver úteros com prolapso e até bexigas distendidas. Mulheres que são submetidas a trauma sexual grave podem desenvolver cicatrizes que as deixam estéreis. Se não forem tratadas, as bexigas distendidas e úteros com prolapso podem levar a infecções graves e outras complicações fatais.

Síndrome da Mulher Agredida

A Síndrome da Mulher Agredida (Battered Woman Syndrome) é uma condição psicológica, categorizada no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), como um subconjunto de transtorno de estresse pós-traumático. Essa síndrome é resultado de abuso grave e prolongado. Psicólogos e psiquiatras procuram seis sintomas proeminentes: comportamento esquivo, desconexão de relacionamentos além do abusador, problemas com intimidade sexual, pensamentos invasivos ou recordações de eventos abusivos, distorção da imagem corporal e ansiedade elevada. A fobia social e outros aspectos dessa síndrome podem espelhar ou envolver depressão. Os terapeutas normalmente usam uma combinação de conversas e terapia com medicamentos para ajudar a portadora. No entanto, pode ser muito desafiador para essas mulheres conseguir chegar no ponto onde elas peçam ajuda.

Abuso de substâncias

Com frequência, vítimas de violência doméstica desenvolvem alcoolismo e outros problemas de abuso de substâncias, incluindo o uso de analgésicos e tranquilizantes. Sentimentos intensos de dor e vazio geralmente levam as mulheres a encontrar meios de gerenciar e lidar com isso. Em muitos casos, dependências químicas funcionam a favor do abusador pois elas causam uma fraqueza da qual eles podem tirar proveito. O abusador pode ainda introduzir uma substância e incentivar o vício de uma mulher para que ela fique dependente dele.

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