Como o corpo reage a picadas de abelhas?

Escrito por paul bright | Traduzido por kelly isayama
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Como o corpo reage a picadas de abelhas?
As abelhas geralmente são criaturas amigáveis (Comstock/Stockbyte/Getty Images)

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Incomodando a colmeia

Abelhas geralmente são criaturas pacíficas. Elas ajudam a polinizar flores e produzem o mel que consumimos. Mas, se alguma vez já se perturbou a morada de abelhas, provavelmente se pôde sentir a picada irritante que causa coceira e inchaço. Contudo, para algumas pessoas, uma picada de abelha pode causar a morte. Esse artigo descreve como um corpo reage ao ferrão das abelhas.

O sistema imune e a picada

O sistema imune do corpo humano é bastante protetor e faz o seu melhor para evitar que invasores entrem no organismo. A pele possui camadas sobre camadas de tecidos e vasos sanguíneos e geralmente precisa-se algo bastante pontiagudo ou de alto impacto para romper toda essa estrutura. Se algo conseguir penetrar na superfície da pele, não se demora muito para que o sangue traga anticorpos e células de coagulação para dar início ao processo de cicatrização e evitar que bactérias e outros germes invadam o organismo.

Porém, as abelhas podem perfurar a pele facilmente com seus ferrões. Quando uma picada ocorre, a estrutura extremamente afiada conhecida como ferrão é internalizada na pele. Se uma abelha executa a ferroada, a pele é resistente o suficiente para arrancar o sistema corporal dela que forma o ferrão, levando-a à morte. O problema é que, com a morte do inseto, ocorre a libração de feromônios que alertam as abelhas em volta do perigo iminente. Isso não é bom para você.

O que há no veneno de abelha e as reações alérgicas

Dentro do sistema de picada da abelha há um veneno chamado de Apitoxina. A parte mortal dessa molécula está na fosfolipase A2. Trata-se de um anticoagulante que evita que o sangue forme coágulos e induz a produção de cortisol, um hormônio do estresse. Os outros componentes no veneno de abelha podem ser tão perigosos quanto a fosfolipase. O veneno do inseto também contém dopamina e noradrenalina, que podem levar ao aumento do pulso cardíaco. As histaminas podem desencadear respostas alérgicas que movimentam células sanguíneas e anticorpos. Aumentando ainda mais a inflamação está a hialuronidase, um componente do veneno que dilata os capilares sanguíneos. Colocando mais lenha na fogueira está a adolapina, que impede que a ciclooxigenase, substância química responsável pelo alívio da dor, chegue ao local de penetração na pele. Quem diria que tudo isso está contido em uma picada de abelha?

Com todos esses componentes químicos dolorosos, pode-se imaginar que alguém com uma alergia a picadas de abelhas sofre com uma experiência ainda mais terrível que essa. Pessoas assim podem sofrer um choque anafilático, que é quando o corpo para de executar funções essenciais na tentativa de evitar que os alérgenos circulem ainda mais pelo organismo. Os sintomas de choque anafilático incluem queda dramática da pressão arterial, dores no peito, inchaço intenso e fraqueza. Se o indivíduo não for imediatamente tratado com uma injeção de adrenalina, ele pode começar a ter convulsões e até mesmo morrer.

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