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Craques do futebol: Ronaldinho Gaúcho

Ronaldo de Assis Moreira, ou Ronaldinho Gaúcho, é mais um caso de discípulo que supera o mestre. Seu irmão, Roberto de Assis Moreira, foi ídolo do Grêmio de Porto Alegre no final dos anos 1980. Mas ele iria muito mais longe: conquistou títulos internacionais, fez sucesso na Europa e foi eleito por duas vezes o melhor jogador do mundo. De quebra, foi campeão mundial com a seleção brasileira na Copa de 2002. Dono de impressionante habilidade e grande precisão nos chutes e passes, ele é um dos mais destacados futebolistas dos últimos 15 anos. Conheça um pouco da sua trajetória.

Ronaldinho foi campeão mundial com a seleção brasileira, em 2002 (Reto Stauffer, www.hopp-schwiiz.ch|Atribuição-CompartilhaIgual 2.0 Alemanha (CC BY-SA 2.0 DE))

O início

Ronaldinho nasceu em Porto Alegre (RS), em 21 de março de 1980. Desde pequeno, jogar futebol era sua diversão predileta. Essa paixão o fez entrar na escola de futebol do Grêmio aos sete anos. Foi no tricolor gaúcho que aprendeu os principais fundamentos do esporte, passando por várias categorias de base. Em 1997, defendeu a seleção brasileira sub-17 e faturou o título mundial. Era o início de uma saga de gols, vitórias e muitas conquistas.

Ídolo gremista

Seu sucesso na seleção brasileira o valeu prestígio no clube e foi logo alçado ao time profissional. Sua primeira partida com a nova condição ocorreu em 1998, em jogo pela Copa Libertadores da América. Em três anos no clube, marcou 75 gols em 145 jogos e conquistou dois títulos, ambos em 1999: a Copa Sul (que reúne clubes do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina) e o Campeonato Gaúcho. Ronaldinho marcou o gol do título desta final e se consagrou definitivamente como ídolo gremista.

Ida para a Europa

Após o grande sucesso no Grêmio, Ronaldinho passou a receber vários convites de equipes europeias. Em 2000, aceitou finalmente o convite do clube francês Paris St. Germain. Jogou duas temporadas no clube, marcando 25 gols, em 77 partidas. Conquistou apenas um título em sua passagem pela França: a Copa UEFA Intertoto, em 2001. Mesmo assim, suas grandes atuações o valeram contínuas convocações para a seleção brasileira, onde se firmou como titular de uma equipe recheada de craques.

O título mundial

Mantendo um ótimo futebol, Ronaldinho Gaúcho garantiu seu lugar entre os 23 jogadores que integraram a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2002. Marcou dois gols em seis partidas e ajudou a seleção a conquistar o pentacampeonato nos gramados da Coreia do Sul e do Japão, sedes do torneio. Sua grande atuação ocorreu nas quartas de final, em que o Brasil venceu a Inglaterra, de virada, por 2 a 1. Ele criou toda a jogada do gol de empate, marcado por Rivaldo e fechou o placar em uma cobrança de falta.

O melhor do mundo

Ronaldinho Gaúcho subiu de patamar no futebol europeu e foi contratado pelo Barcelona. Em pouco tempo, ganhou a confiança da torcida e colecionou gols de grande beleza e atuações antológicas. Um exemplo do seu talento ocorreu no clássico contra o Real Madrid, quando liderou a vitória por 3 a 0 em pleno estádio do adversário. Foi eleito pela Fifa por duas vezes, em 2004 e 2005, o melhor jogador do planeta. De quebra, ainda faturou a Liga dos Campeões da Europa, o maior torneio do Velho Mundo, em 2006. Permaneceu no clube até 2008. Fez 108 gols, em 249 partidas.

Na Itália

Em 2008, Ronaldinho se transferiu para a Itália, disputando três temporadas pelo Milan. Não marcou tantos gols quanto nas temporadas anteriores (balançou as redes 29 vezes, em 116 partidas), mas conquistou o Campeonato Italiano em 2011 e colecionou algumas boas atuações. Ele tentava recuperar o ritmo perdido após uma série de lesões, quando ainda defendia o Barcelona. Apesar do seu esforço, não conseguiu se consolidar como um grande ídolo milanista e acabou retornando ao Brasil.

De volta ao Brasil

Em 2011, Ronaldinho Gaúcho era disputado por Grêmio, Palmeiras e Flamengo, que acabou levando a melhor. O craque jogou até 2012 no rubro-negro, marcando 28 gols, em 72 partidas. Conquistou o Campeonato Carioca em 2011. Em 2013, assinou com o Atlético Mineiro, onde foi campeão mineiro e da Libertadores. No alvinegro de Minas Gerais, entrou em um seleto grupo: é um dos oito jogadores a conquistar os principais torneios interclubes da América do Sul e da Europa.

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