Definição dos controles de tração automotiva

Escrito por graeme kay | Traduzido por alexandre lima
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Definição dos controles de tração automotiva
O controle de tração torna a direção em pista molhada mais segura (driving in dangerous conditions on a wet road image by Stephen Gibson from Fotolia.com)

O controle de tração é um sistema de segurança eletrônico e/ou mecânico que equipa a maioria dos automóveis modernos. Várias marcas dão nomes diferentes ao sistema, mas o objetivo é sempre o mesmo, agir automaticamente, para manter o melhor contato possível entre os pneus e a pista.

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Ciência da tração

O controle de tração é importante, pois o pneu do carro consegue oferecer apenas uma quantidade limitada de aderência. Há dois tipos de aderência, a longitudinal (usada para frear e acelerar em linha reta) e a aderência lateral (necessária para fazer curvas). Sem um sistema de controle de tração, o motorista precisa avaliar constantemente a combinação de aceleração, frenagem e curva que o carro pode realizar sem perder aderência e comprometer a segurança. Pistas molhadas ou com neve ou lama adicionam outro fator, que os motoristas têm que levar em consideração. Os sistemas de controle de tração fazem esses ajustes sem precisar da ação do motorista, prevenindo de entrar em situações em que poderia haver perda do controle do veículo.

Como funciona

A maioria dos sistemas de controle de tração foi desenvolvida a partir dos sistemas ABS, que eram projetados para impedir que as rodas do carro perdessem aderência com a pista em uma freada forte. No lugar de monitorar quando a roda parou de rodar, os sistemas de controle de tração tentam descobrir quando uma ou mais rodas começa a girar mais rápido do que deveria, considerando a velocidade do veículo. Se ocorrer perda de aderência, o sistema usará uma combinação de controle de freios e/ou motor para tentar minimizar a tração disponível em qualquer superfície. Esse processo geralmente envolverá acionar os freios em uma ou mais rodas, corte da injeção de combustível, retardo da ignição do motor ou o controle da relação de ar ou combustível.

Sistemas iniciais

Um dos primeiros sistemas de controle de tração foi chamado de "MaxTrac". Disponível como um opcional de R$ 200,00, nos modelos Buick Rivera entre 1971 e 1973, consistia de um sensor de velocidade na roda dianteira direita e um segundo sensor na transmissão conectado com o velocímetro e com um controlador eletrônico de estado sólido. O controlador comparava as entradas dos dois sensores; se o sensor da transmissão indicasse uma velocidade maior que o sensor da roda dianteira (o que caracteriza a perda de aderência), o MaxTrac então intermitentemente interromperia o sistema de ignição para reduzir a potência aplicada às rodas e para manter o controle do carro.

Sistemas atuais

Como afirmado anteriormente, diferentes marcas de carros oferecem diferentes nomes aos seus sistemas de controle de tração. A Ford, por exemplo, oferece o sistema All-Speed Traction Control, que usa componentes do ABS para monitorar o deslizamento das rodas em qualquer velocidade. A BMW oferece o Dynamic Traction Control, nos seus carros da série 3. Esse sistema pode ser ajustado, oferecendo diferentes níveis de deslizamento da roda para diferentes superfícies ou desligamento completo, se o motorista quiser testar as suas habilidades de pilotagem ao extremo. O sistema de controle de tração Toyota, o TRAC, é um outro projeto que funciona em todas as velocidades que utiliza os dois controles de freio e aceleração para ajudar a evitar a derrapagem das rodas.

Automobilismo

O automobilismo adotou os sistemas de controle de tração desde o início, mas para um objetivo diferente. No lugar de promover estabilidade para o dia a dia, nos carros de corrida o objetivo é transferir a máxima quantidade de potência para a pista a todo momento. Os carros competindo no campeonato de Fórmula 1 usaram esse sistema desde os anos 1980 até o início dos anos 1990, quando foi proibido. O sistema voltou para a Fórmula 1 em 2002 e foi proibido novamente para o início da temporada de 2008.

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