Descreva a regulação homeostática dos níveis de glicemia

Escrito por contributing writer | Traduzido por dalete queiroz
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Descreva a regulação homeostática dos níveis de glicemia
Células (Chad Baker/Photodisc/Getty Images)

As células precisam de um ambiente estável para sobreviver. A homeostase é o mecanismo que permite que os organismos vivos mantenham relativamente constante os níveis de temperatura, pH, íons e o equilíbrio da água. Esses mecanismos são controlados por processos conhecidos como feedback negativo, no qual o sistema responde a mudanças ambientais ao liberar moléculas, como os hormônios, para exercer um efeito no corpo que irá reverter uma tendência alta ou baixa e restaurará os níveis dentro da variação normal.

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Homeostase da glicose

As células obtém sua energia a partir da glicose, e é vital que os níveis de glicose sejam firmemente regulados. Muita glicose é tóxica para as células enquanto pouca glicose leva a inanição. Os níveis podem variar por várias razões, tais como a digestão após uma refeição e a produção de insulina pelo fígado, ambos dos quais levam a níveis aumentados, ou do transporte de açúcar nas células e a perda de glicose na urina, que baixa os níveis sanguíneos. A homeostase da glicose se baseia em muitas moléculas, tipos de células e órgãos diferentes.

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Uma mulher comendo uma maçã (Jupiterimages/Pixland/Getty Images)

O papel central dos hormônios: insulina e glucagon

As concentrações de glicose na corrente sanguínea são primariamente controladas pela ação de dois hormônios pancreáticos antagônicos, a insulina e o glucagon. A glicose é primeiramente detectada na corrente sanguínea pelos receptores transportadores de glicose expressos na superfícies de células pancreáticas especializadas, conhecidas como células alfa e beta. As células beta respondem aos níveis elevados de glicose no sangue ao secretar o hormônio insulina. A insulina restaura os níveis de glicose ao normal ao sinalizar para os tecidos corporais para a ingerirem para obter energia, ou para convertê-la em glicogênio e lipídio como energia futura armazenada no fígado, músculos e células adiposas. Quando os níveis baixam, as células alfa do pâncreas liberam o hormônio glucagon para estimular os músculos esqueléticos e o fígado a quebrar o glicogênio em glicose e para o tecido adiposo digerir lipídeos em ácidos graxos e glicerol. O glucagon também estimula o fígado a sintetizar glicose a partir do glicerol no sangue. Todas essas reações trabalham juntas para aumentar os níveis de glicose de volta ao normal.

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Concentrações de glicose na corrente sanguínea são primariamente controladas pela ação de dois hormônios pancreáticos antagônicos (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

O impacto da diabetes

De acordo com a American Diabetes Association, um estimado de 23,6 milhões de crianças e adultos nos Estados Unidos tem diabetes; desses, 5,7 milhões não estão cientes que elas têm a doença e outros 57 milhões têm pré-diabetes. Em 2007, o total do custo econômico da doença foi estimado ser de R$348 bilhões, com gastos médicos contando como R$232 bilhões do total. Esses quadros são esperados aumentar dramaticamente se as tendências atuais em obesidade, diabetes e outras doenças crônicas continuarem.

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Medicação para diabetes esperando distribuição em uma clínica (John Moore/Getty Images News/Getty Images)

Diabetes tipo 1

A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune no qual o sistema imune do corpo não funciona corretamente e ataca e destrói as células beta no pâncreas. Isso deixa o pâncreas incapaz de sintetizar insulina e portanto, as células não podem ser sinalizadas para ingerir a glicose, e os níveis de glicose no sangue permanecem altos. A diabetes tipo 1 exige uma fonte externa de insulina para regular a glicose.

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Mulher diabética administrando uma dose de insulina (Creatas Images/Creatas/Getty Images)

Diabetes tipo 2

A forma mais comum de diabetes é a tipo 2. O alto número de adolescentes agora desenvolvendo essa desordem é de preocupação particular para os experts em saúde. Nessa doença, os tecidos no corpo se tornam resistentes à insulina com o tempo e são incapazes de responder aos seus sinais. Por um tempo, o corpo é capaz de compensar a resistência crescente ao aumentar a produção de insulina, mas eventualmente o pâncreas falha em produzir insulina suficiente para atingir a necessidade corporal, devido em parte a maciça depleção de células beta. Níveis altos de glicose no sangue fazem com que as células não mais a absorva e o fígado seja incapaz de diminuir ou sua conversão do glicogênio em glicose ou sua síntese de glicose a partir do glicerol.

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Mulher testando seu nível de glicose sanguínea usando o método de picada no dedo (Jeffrey Hamilton/Lifesize/Getty Images)

Doença de Alzheimer e a hipóteses da "diabetes tipo 3"

A diabetes é um risco reconhecido para a doença de Alzheimer. Enquanto não é provada, uma evidência aumentada levou vários experts a acreditar que a patologia da doença de Alzheimer em pelo menos alguns pacientes possa ser causada pela resistência a insulina ou insulina baixa no cérebro, levando-os a abordar a doença como a "diabetes do cérebro" ou "diabetes tipo 3". A Alzheimer's Association relata que muitas das 5.3 milhões de pessoas nos Estados Unidos estão vivendo com Alzheimer e que os custos indiretos da Alzheimer e outras demências à Medicare, Medicaid e aos negócios, chegando a mais de R$ 296 bilhões a cada ano. Com o envelhecimento da população esses custos são esperados a disparar no futuro.

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Seção transversal da cabeça humana (Thinkstock/Comstock/Getty Images)

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