Desvantagens da órbita terrestre baixa

Escrito por steven miller | Traduzido por luigi bahia
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Desvantagens da órbita terrestre baixa
Satélites geralmente operam em órbitas de menos de 1,5 km da superfície da terra (Goodshoot/Goodshoot/Getty Images)

Órbita terrestre baixa, ou LEO, é o nome dado a um trajeto orbital que varia em distância de 320 a 1540 quilômetros na atmosfera acima da superfície da Terra. A LEO é usada em satélites de comunicação, estações espaciais, reconhecimento militar e satélites meteorológicos, além de permitir que as organizações governamentais e comerciais transmitam os sinais de telefonia, televisão, rádio e celular e a completar missões espaciais de curto alcance. Existem algumas desvantagens da LEO que podem interferir com as operações de satélites e missões espaciais, incluindo o arrasto atmosférico, o uso múltiplo de satélites, equipamentos de curta vida útil e aumento do perigo de detritos espaciais oriundos de satélites desativados.

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Arrasto atmosférico

Satélites que orbitam a Terra a uma altitude baixa devem viajar a uma velocidade de 26.000 quilômetros por hora para vencer a força da gravidade. De acordo com a Iowa State University, um satélite que se move a esta velocidade tem a capacidade de dar a volta ao mundo em cerca de 90 minutos. Mesmo que os satélites viajem em um ritmo tão acelerado, ainda se deparam com alguns fenômenos naturais, como o arrasto atmosférico, que acaba afetando seu desempenho. O arrasto atmosférico é criado a partir do atrito com as molécular presentes no ar da atmosfera onde o satélite orbita.

Velocidade e órbitas

Como os satélites se movem rapidamente através da atmosfera a um ritmo muito rápido, eles não são confiáveis ​​para a transmissão ou gravação de dados e informações de uma região específica da Terra. As órbitas dos satélites têm de ser ajustadas para compensar suas velocidades, seja esse ajuste elíptico ou geoestacionário. Satélites de órbita elíptica são instruídos para orbitar ao longo de um caminho que se move ao redor da Terra numa rota irregular; satélites geoestacionários estão posicionados a 35 mil quilômetros na atmosfera da Terra, e a cercam ao longo de um caminho contínuo. Outra forma de superar este problema é liberando uma série de satélites na atmosfera e fazê-los viajar ao longo de diferentes órbitas.

Fatores de desempenho

O arrasto atmosférico, eventualmente, faz com que a velocidade e desempenho dos satélites diminua. A gravidade irá literalmente puxar o satélite para a Terra, uma vez que ele já não pode manter uma velocidade de 26 mil km/h. A menos que um satélite possa ser reabastecido e reparado em um ponto de ancoragem ou possui tecnologia de automanutenção, ele acabará por ter um tempo de vida curto e cair na Terra ou permanecer à deriva na atmosfera.

Lixo espacial

Lixo e entulho como pedaços de metal quebrado estão em órbita em trajetos de baixa altitude. Satélites quebrados e esgoto congelado também são parte do lixo espacial dentro da atmosfera. De acordo com a United States Space Command (USSC), existem mais de 8000 objetos maiores do que uma bola de baseball que circundam o globo, com uma tendência a congestionar a atmosfera, uma vez que eles se movem uma velocidade muito rápida. O USSC tem que manter o controle de todos os objetos e satélites que orbitam a Terra, pois as máquinas feitas pelo homem tem a capacidade de causar danos significativos a aviões e naves espaciais, se ocorrer uma colisão.

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