Os efeitos cerebrais do aprendizado de piano

Escrito por d. laverne o'neal | Traduzido por bruno medeiros
Os efeitos cerebrais do aprendizado de piano
Pesquisas mostram que aulas de piano causam impactos significativos no cérebro (piano image by Sergey Goruppa from Fotolia.com)

"O interesse na música e na mente data pelo menos à época de Platão", de acordo com o Instituto de Neurociências Norte-Americano. Muito se fala do efeito da música no espírito e nas emoções. Mas a ciência defende que aprender a tocar um instrumento, tal como o piano, afeta e até mesmo modifica o cérebro. Mesmo se você aprender precocemente e depois parar, você é beneficiado.

Córtex auditivo

Muitas pesquisas mostram que a música tem efeito sobre o córtex auditivo no cérebro. Um artigo da Live Science de julho de 2010 declara: "... pianistas mostram mais atividades cerebral no seu córtex auditivo - a parte no cérebro responsável por processar os sons - que não músicos ao ouvirem notas de piano". Um estudo no Instituto para a Música e Mente (Institute for Music and the Mind) na Universidade de McMaster, em Ontario, mostrou "maiores respostas cerebrais para um número de testes de reconhecimento de som" entre pré-escolares com treinamento musical, de acordo com o artigo da Live Science publicado em novembro de 2009. Eles também reportaram um estudo da Universidade de Harvard que "encontrou um correlação entre formação musical na primeira infância e habilidades motoras e auditivas aprimoradas, assim como melhorias na habilidade verbal e raciocínio não verbal". Outro estudo indicou que "formação musical dá a um indivíduo a capacidade de resposta acústica de uma criança de cerca de 2 a 3 anos mais velha".

Memória

Estudos também mostraram que aprender a tocar piano ou outro instrumento pode ter um impacto na memória. Um estudo de Agnes Chan, na Universidade Chinesa de Hong Kong, publicado na Nature, descobriu que: "... adultos que recebem formação musical antes da idade de 12 anos têm melhor memória para palavras ditas que aqueles que não tiveram. A formação musical na infância pode, portanto, ter efeitos positivos a longo prazo na memória verbal". No estudo supracitado do Instituto para a Música e Mente, da Universidade de McMaster, o pesquisador responsável declarou: "Nós [...] levantamos a hipótese de que a formação musical [...] afeta a atenção e a memória, assim como a formação musical pode levar a um melhor aprendizado...".

Vias neurais e neuroplasticidade

Uma revisão da pesquisa conduzida por Nina Kraus, da Northwestern University, descobriu que "os efeitos da formação musical no sistema nervoso podem construir padrões significativos importantes a todos os tipos de aprendizado", de acordo com a UPI. O estudo revisou resultados de pesquisas de todo o mundo para concluir que "um engajamento ativo com sons musicais não apenas melhora a neuroplasticidade, mas também cria padrões permanentes importantes para todo aprendizado". A neuroplasticidade é definida pelos pesquisadores da Northwestern como "a habilidade do cérebro de se adaptar e mudar como resultado de treinamento e experiência". Além disso, a Forbes declarou que a especulação do pesquisador da Universidade de Wisconsin, Frances Rauscher, de que "entender música, particularmente aprender a traduzir símbolos musicais em sons, pode ser transmitido a outras habilidades, pois estão compartilhando caminhos neurais similares".

Função espaço-temporal

De acordo com um artigo no site da Universidade de Wisconsin, um estudo em que foram dados oito meses de aulas de piano a crianças mostrou correlação entre estudo de música e raciocínio espaço-temporal. No estudo, aos grupos de controle foram dadas aulas de canto, de computação, ou nenhuma aula. A descoberta foi: "... que apenas as crianças que receberam aulas de teclado melhoraram no teste espaço-temporal", que envolvia montar quebra-cabeças. Um estudo da Universidade da Califórnia, Irvine, citado no site PubMed.gov, mostrou resultados similares Ele descobriu que "crianças pré-escolares que receberam seis meses de aulas de piano melhoraram drasticamente no raciocínio espaço-temporal, enquanto que crianças em grupos de controle apropriado não melhoraram".

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