Como as enzimas de restrição são usadas na biotecnologia?

Escrito por kay tang | Traduzido por pamela oliveira
  • Compartilhar
  • Tweetar
  • Compartilhar
  • Pin
  • E-mail
Como as enzimas de restrição são usadas na biotecnologia?
As enzimas de restrição são primordiais para a biotecnologia (Stockbyte/Stockbyte/Getty Images)

A indústria biotecnológica usa enzimas de restrição para mapear DNA, além de recortá-lo e emendá-lo para o uso na engenharia genética. Encontrada em bactérias, uma enzima de restrição reconhece e se liga a uma parte específica da sequência de DNA e, então, quebra a estrutura da dupla hélice. As pontas desiguais ou "grudentas" que se formam nesse processo são religadas usando a enzima ligase, informa o "Centro Dolan de Aprendizado sobre DNA". Enzimas de restrição levaram a um significante avanço na biotecnologia.

Outras pessoas estão lendo

A história

De acordo com o "Access Excellence", os cientistas Werner Arbor e Stewart Linn identificaram duas enzimas que impediam o crescimento de vírus na bactéria "E. coli" nos anos 60. Eles descobriram que uma dessas enzimas, chamada de "nuclease de restrição", corta a fita de DNA em diversos pontos. Entretanto, essa enzima cortava a molécula em pontos aleatórios. Os biotecnologistas precisavam de uma ferramenta que cortasse o DNA em pontos específicos, de forma consistente.

Inovadora descoberta

Em 1968, H.O. Smith, K.W. Wilcox e T.J. Kelley, na Universidade Johns Hopkins, isolaram a primeira enzimas de restrição, a Hindll, que recortava as moléculas de DNA em um ponto específico - o centro da sequência. Mais de 900 enzimas de restrição já foram identificadas a partir de 230 cepas de bactérias desde então, de acordo com o "Access Excellence".

Mapeando o DNA

O genoma pode ser mapeado pelo uso de enzimas de restrição, de acordo com a Enciclopédia de Medicina. Determinando os pontos de ação da enzima no genoma - ou seja, os pontos onde a enzima se liga às moléculas - os cientistas podem analisar o DNA. Essa técnica, conhecida como RFLP (do inglês "polimorfismo dos fragmentos de restrição"), pode ser útil para tipagem do DNA, particularmente quando é preciso verificar a identidade de um fragmento de DNA encontrado em uma cena de crime.

Gerando DNA recombinante

O uso de enzimas de restrição é primordial para gerar DNA recombinante, que é a junção de trechos de DNA de organismos diferentes. Na maior parte dos casos, um plasmídeo (DNA bacteriano) é combinado com um gene de outro organismo. Durante o processo, enzimas de restrição vão digerir ou cortar o DNA da bactéria e do organismo, gerando fragmentos de DNA com pontas compatíveis, relata a Enciclopédia de Medicina. Essas pontas terminam sendo ligadas umas a outras pelo uso de outra enzima ou ligase.

Tipos de enzimas de restrição

De acordo com a Universidade de Strathclyde, em Glasgow, existem três tipos principais de enzimas de restrição. O tipo I distingue uma sequência específica da molécula de DNA, mas corta apenas uma das fitas da dupla hélice. Além disso, ela libera nucleotídeos no ponto do corte. Outra enzima precisa ser usada para romper a segunda fita. O tipo II reconhece uma sequência específica e corta as duas fitas perto ou no dentro da sequência de ligação. O tipo III vai cortar as duas fitas a uma distância pré-determinada do ponto de reconhecimento.

Não perca

Filtro:
  • Geral
  • Artigos
  • Slides
  • Vídeos
Mostrar:
  • Mais relevantes
  • Mais lidos
  • Mais recentes

Nenhum artigo disponível

Nenhum slide disponível

Nenhum vídeo disponível