Espécies raras em explorações do mar profundo

Escrito por kevin belhumeur | Traduzido por mariana mendonça
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Espécies raras em explorações do mar profundo
A incapacidade de reproduzir as condições de profundidade marítima torna difícil estudar espécies raras enquanto vivas (Reinhold Thiele/Valueline/Getty Images)

A exploração do mar profundo levou à descoberta de vida quilômetros abaixo da superfície do oceano. No entanto, os hábitats inóspitos de espécies das profundezas do mar tornam seu estudo mais difícil do que o da fauna marinha regular. Tamboril, peixe-víbora, lulas-gigantes e vermes tubulares gigantes são algumas das diferentes espécies que foram documentadas com a ajuda de submarinos de águas profundas e a partir de descobertas acidentais. Essas criaturas raras vivem muito abaixo da zona fótica, onde não há luz solar e há pouco oxigênio.

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Tamboril

O tamboril vive até 1,5 km abaixo da superfície da água nos oceanos Atlântico e Antártico. Essas criaturas carrancudas têm grandes bocas em forma de meia-lua, cheias de dentes afiados. O tamboril normalmente é cinza-escuro ou marrom e cresce até os comprimentos de 20 cm e 1 metro. Quando adultos, eles podem pesar até 110 quilos. O tamboril (em inglês, literalmente, peixe pescador) tem esse nome por sua característica mais marcante, um pedaço de espinha dorsal que se origina a partir do topo da cabeça e sai pela frente da boca, semelhante a uma vara de pesca. Assim como o resto do corpo do tamboril, a coluna estendida brilha com a ajuda de bactérias bioluminescentes. Isso engana as presas, garantindo a próxima refeição do tamboril.

Peixe-víbora

O peixe-víbora é um animal de águas profundas, normalmente encontrado abaixo de 1,5 km de água. Tal como o tamboril, o peixe-víbora tem uma boca grande e dentes afiados. A espinha dorsal do peixe-víbora percorre o comprimento do corpo e emite luz através de um órgão conhecido como fotóforo, a fim de atrair suas presas; peixes menores são então empalados e mortos pelos dentes afiados do peixe-víbora. Esses peixes crescem apenas cerca de 30 cm de comprimento e são de cor azul prateado. Devido a sua baixa taxa metabólica basal, eles podem passar dias sem comida, uma característica que os cientistas atribuem à escassez de alimentos no fundo do mar.

Lula-gigante

A lula-gigante é o maior invertebrado da Terra. Por centenas de anos, os cientistas nunca tinham visto ou fotografado uma delas viva. As carcaças encontradas eram a única prova de que elas ainda existiam. Acredita-se que seus hábitats em profundidade sejam a razão para a sua existência abscôndita. Em 2004, uma equipe de pesquisadores japoneses fez as primeiras imagens de uma lula-gigante viva. Dois anos mais tarde, eles conseguiram capturar e trazer à superfície, ainda vivo, um espécime de 7 m. A maior lula-gigante a ser trazida a terra media 18 m de comprimento e pesava quase uma tonelada. Como a lula normal, a lula-gigante tem oito braços e dois tentáculos para se alimentar. Acredita-se que sua dieta consiste de peixe, camarão e outras lulas. O folclore marítimo sugere que esses grandes invertebrados atacam e comem até mesmo pequenas baleias.

Vermes tubulares gigantes

Vermes tubulares gigantes são uma espécie rara encontrada apenas perto de fontes hidrotermais no fundo do oceano Pacífico, cuja profundidade média é de cerca de 1,5 quilômetro. As fontes hidrotermais são alimentadas por calor vulcânico e circulam a água que se infiltra em fendas ou falhas. Quando a água emerge a partir de uma fonte hidrotermal, geralmente é rica em minerais e produtos químicos. Vermes tubulares gigantes desenvolvem-se por um processo conhecido como quimiossíntese, por meio do qual eles se alimentam de bactérias e obtêm sua energia diretamente dos produtos químicos na água fervente hidrotermal. Esses vermes são tipicamente vermelhos e podem chegar a 8 m de comprimento. Como não têm boca nem trato digestivo, os vermes tubulares gigantes dependem da bactéria que vive no seu interior para converter produtos químicos hidrotermais em moléculas orgânicas de alimentos.

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