Expectativa de vida após a cirurgia de Whipple

Escrito por stephanie chandler | Traduzido por a. araújo
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A cirurgia de Whipple, nomeada em homenagem ao dr. Alan Whipple nos anos 30, é um procedimento cirúrgico invasivo que remove a cabeça do pâncreas, uma porção do ducto biliar, a vesícula biliar e o duodeno. Esse procedimento, geralmente realizado para o tratamento de vários tipos de câncer, costumava ter uma alta taxa de mortalidade, mas através de avanços recentes tornou-se um processo relativamente seguro que pode estender a expectativa de vida do paciente.

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Indicações

A cirurgia de Whipple é normalmente usada para tratar o câncer pancreático ou aqueles cânceres que envolvem o duodeno, a extremidade inferior do ducto biliar (chamado colangiocarcinoma) e a ampola (a área onde os ductos biliar e pancreático entram no duodeno). Atualmente o procedimento é seguro o bastante para ser usado até em condições que não oferecem risco de morte, como pancreatite crônica e tumores benignos do pâncreas.

Riscos

Cerca de 1/3 dos pacientes submetidos à cirurgia de Whipple sofrerá complicações. Estas incluem fístula pancreática (vazamento do suco pancreático), paralisia do estômago, má absorção (a habilidade de digerir alimentos é modificada) e perda de peso. Essas complicações podem aumentar o tempo de recuperação do paciente, mas não alterarão sua expectativa de vida.

Taxa de mortalidade

Durante os anos 60 e 70, a taxa de mortalidade da cirurgia de Whipple era de até 25%. Os avanços nas técnicas, incluindo o uso de procedimentos laparoscópicos (o uso de um tubo fino iluminado com uma câmera) e a experiência dos médicos que realizam as cirurgias diminuíram bastante essa taxa. Atualmente, a maioria dos grandes centros cirúrgicos tem uma taxa de mortalidade menor que 5%. Estudos conduzidos no John Hopkins e o Memorial Sloan Kettering concluíram que o resultado da cirurgia, incluindo a expectativa de vida e a mortalidade, é altamente dependente da experiência tanto do hospital quanto do cirurgião.

Expectativa de vida e taxa de sobrevivência

A expectativa de vida pode ser difícil de determinar, principalmente em casos de condições sérias, como o câncer. Ela não é apenas afetada pela doença, incluindo seu estágio, nível e características, mas também pela idade e saúde geral do paciente. A expectativa de vida é, portanto, geralmente discutida como taxas de sobrevivência, que é uma porcentagem do número de pessoas que vive por um período de tempo especificado após o diagnóstico.

Taxa de sobrevivência

Os pacientes que sofrem de câncer pancreático têm uma taxa de sobrevivência de 5% em cinco anos, o que significa que 5% dos pacientes viverão cinco anos após o diagnóstico. Os pacientes submetidos à cirurgia de Whipple, entretanto, aumentam sua taxa de sobrevivência para 20% em cinco anos. Para os pacientes cujo câncer não se espalhou para os gânglios linfáticos, a taxa de sobrevivência sobe para 40% em cinco anos. Para pacientes com um tumor benigno (não canceroso) ou pancreatite crônica, o procedimento é curativo, ou seja, eles terão uma vida longa natural.

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