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Fisiologia de um miócito cardíaco

Atualizado em 19 julho, 2017

O coração é uma máquina muito curiosa. Mesmo ele contendo os mesmos tipos de células que são encontradas em outros músculos, são os miócitos cardíacos que o diferenciam de outros tecidos e estruturas do corpo. Eles são um tipo especial de célula que, através de vários meios, mantêm a bomba mais importante do corpo com uma alimentação elétrica. Um exame dos processos fisiológicos dentro dos miócitos cardíacos revela a sua finalidade e sofisticação.

Entenda o processo celular (myocarditis image by Lukasz Mazurkiewicz from Fotolia.com)

Membrana basal

A membrana basal envolve os miócitos cardíacos. Ela fornece um meio de unir o espaço extracelular com o citoesqueleto intercelular, aderindo à membrana do sarcolema. Através de um processo molecular que se forma na sua superfície, a membrana basal fornece um meio de adesão à membrana do sarcolema, mantendo as estruturas internas das células ligadas.

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Colágeno fibrilar

O colágeno é muito parecido com uma corda por causa de sua estrutura. Ele é um tipo de tecido conjuntivo. O colágeno fibrilar é ligado à membrana basal em um padrão que ocorre regularmente. Fisiologicamente, o colágeno fibrilar se autoperpetua, unindo-se em uma série de proteínas e aminoácidos. Ele se conecta no espaço extravascular para proporcionar a estabilidade da célula.

Sarcolema

O sarcolema é uma membrana celular, bem como a membrana basal a qual ele está ligado. No entanto, a diferença entre as duas é que a membrana do sarcolema atua como um condutor para os estímulos elétricos que passam através de células do músculo. Isto é especialmente importante para o músculo cardíaco. A membrana do sarcolema também atua como um ponto de fixação para o colágeno fibrilar.

Mitocôndrias

As mitocôndrias são organelas especializadas e diretamente responsáveis ​​por várias atividades dentro das células -- todas lidando com a forma como os nutrientes atravessam a membrana celular, e em seguida são sintetizados e transformados em energia. Essas organelas fornecem energia para as células através da respiração celular, um meio de converter a glicose em uma substância chamada trifosfato de adenosina (ATP). O ATP é a base química para os processos metabólicos necessários para sustentação da vida.

Aparelho contrátil

O aparelho contrátil do miócito contém um componente conhecido como um sarcômero. Os sarcômeros são abundantes no tecido muscular esquelético, bem como no tecido cardíaco. As bandas de estrias emblemáticas associadas com os músculos cardíacos e esqueléticos são causadas ​​pelo aparecimento do aparelho contrátil. Esse aparelho também desempenha um papel fundamental na transferência de cálcio entre o espaço extravascular e o espaço intercelular do citoesqueleto, principalmente para o retículo sarcoplasmático.

Retículo sarcoplasmático

O retículo sarcoplasmático é uma forma especializada de retículo endoplasmático. Como o aparelho contrátil, o retículo sarcoplasmático dentro das células desempenha um papel importante na utilização do cálcio como um meio de preparar os miócitos para contração. Também como o aparelho contrátil, as cadeias químicas de transferência molecular são um componente vital na contratilidade cardíaca, especificamente dos retículos sarcoplasmáticos aos túbulos transversais.

Túbulos transversais

Comumente referido como túbulo T, o túbulo transverso ajuda na contração e na transferência de cálcio do retículo sarcoplasmático. Os miócitos de excitação, primariamente com seus mecanismos de detecção de cálcio, estão diretamente relacionados com a capacidade dos túbulos T de ajudarem na transferência de energia, uma vez que o limiar de excitabilidade seja alcançado e o nó sinoatrial libere o impulso responsável pela contração do miocárdio. Esta informação é importante para a compreensão da relação entre a fisiologia dos miócitos cardíacos e como eles interagem com os centros de impulso eletrofisiológicos do coração.

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Referências

Recursos

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