História do uso de testes de DNA em casos criminais

Escrito por michelle l. guffey | Traduzido por gabrielle nobrega oliveira
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História do uso de testes de DNA em casos criminais
DNA (Comstock/Comstock/Getty Images)

Testes de DNA só existem há pouco mais de 25 anos, mas podem significar a diferença entre condenação e liberdade para pessoas acusadas de haver cometido crimes.

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Os fatos

Com a exceção de gêmeos idênticos, todos os humanos possuem um DNA único, presente na pele, no cabelo, no sangue e em outros fluídos do corpo. Por conta da genética e mais precisamente da impressão digital, testes forenses se tornaram uma fonte inestimável de evidência física para a aplicação da lei, trazendo convicções e exonerando pessoas acusados injustamente.

História do uso de testes de DNA em casos criminais
Impressão digital (Photos.com/PhotoObjects.net/Getty Images)

História

Em 1985, Alec Jeffreys, professor da Universidade de Leicester (Inglaterra), descobriu que cada pessoa possui uma impressão digital diferente em seu DNA. Essa descoberta foi posta pela primeira vez à prova em um caso de imigração; um ano depois, o teste de DNA foi usado em um caso criminal -- um duplo homicídio na Inglaterra -- e ajudou a provar a inocência de um homem que deu uma falsa confissão à polícia. O código genético obtido nas cenas criminais em 1983 e 1986 provou que um mesmo homem estuprou e matou duas meninas. Com o DNA do assassino e uma nova tecnologia de combate ao crime à sua disposição, a polícia coletou amostras de sangue de mais de 5.000 homens da região e assassino foi capturado. Nos Estados Unidos, em 1987, um estuprador na Flórida foi a primeira pessoa a ser condenada através da utilização de provas de DNA.

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Professor Alec Jeffreys (MJ Kim/Getty Images Entertainment/Getty Images)

Finalidade

Além de ajudar a capturar criminosos, testes de DNA se tornaram fundamentais na identificação de restos humanos, como nos ataques de 11 de setembro de 2001, e na prova de inocência de algumas pessoas condenadas injustamente. De acordo com o Projeto Inocência, por volta de 240 condenações foram anuladas nos Estados Unidos graças a testes de DNA. Um dos inocentados foi Kirk Bloodsworth, condenado em um tribunal de Baltimore por abusar sexualmente e assassinar uma jovem. Em 1993, mais de oito anos depois da prisão do acusado, foi verificado que a evidência de DNA não era compatível com o DNA do Bloodsworth. Em outro caso, o método superou um teste polígrafo que foi usado para acusar quatro homens de dois assassinatos em Chicago em maio de 1978. Os homens afirmaram que eram inocentes, mas três deles falharam no exame de polígrafo. Os quatro foram condenados e dois deles receberam sentença de morte. Eles passaram 18 anos na prisão, mas em 1996 evidências de DNA provaram que os homens realmente eram inocentes.

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Torres gêmes (Ablestock.com/AbleStock.com/Getty Images)

Efeitos

Desde 1985, evidências de DNA vêm mudando drasticamente a paisagem do combate ao crime. De acordo com o site norte-americano DNA Initiative, "O desenvolvimento e a expansão das bases de dados que contêm perfis de DNA em níveis locais, regionais e nacionais aumentou a capacidade da aplicação da lei e a habilidade para solucionar casos com DNA. Bancos de dados de acusados armazenam centenas de milhares de perfis de DNA de possíveis suspeitos, que podem ser comparados com perfis desenvolvidos a partir de evidências de cenas criminais".

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DNA (Photodisc/Digital Vision/Getty Images)

Alerta

Testes de DNA não mentem, mas algumas vezes pode gerar um erro, como no recente caso da mãe que quase perdeu sua filha e ficou sob suspeita porque seu código genético não era compatível com o da criança. Outros testes mostraram que o DNA no sangue dela não era compatível com o das outras partes do corpo. A mulher tinha quimera, a fusão de dois gêmeos não idênticos no útero, em um estágio muito inicial de desenvolvimento.

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Informações genéticas (Comstock/Comstock/Getty Images)

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