A história do visco durante o Natal

Escrito por valerie valdez | Traduzido por ana carolina prado almeida
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A história do visco durante o Natal
O visco é um dos símbolos natalinos mais queridos (christmas background with mistletoe and a fur-tree image by Tolchik from Fotolia.com)

Um raminho de visco pendurado sobre uma porta durante o Natal ainda é uma das tradições mais queridas da época e tem uma história antiga. Os druidas, na Grã-Bretanha celta, consideravam isso mais do que mera decoração e adoravam aos seus poderes espirituais e de cura. Até mesmo a medicina moderna tem experimentado o visco como possível tratamento para o câncer. A temporada de festas natalinas não é completa sem familiar e alegre visão do visco.

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Alma do carvalho

Sendo a "alma" do carvalho, os gregos acreditavam que o visco possuía poderes que aumentavam a fertilidade, atuavam como antídoto contra venenos e poção do amor. Conhecida como uma planta rasteira, o visco cresce ligado às árvores, especialmente ao carvalho, já que não tem raízes próprias. Seu nome, em grego, significa "ladrão", referindo-se a sua existência sem raízes. Saturnalia, o antigo festival romano que acontecia em dezembro e adorava Saturno, considerou a tradição de beijar alguém sob um visco como uma forma de promover a fertilidade.

Druidas e o visco

Os druidas da Grã-Bretanha foram os primeiros na Europa a usar o visco em rituais. As estações sagradas eram o solstício, no meio do verão e no inverno. Nos rituais, uma foice de ouro cortava os ramos do visco sem deixá-los tocar o chão, para garantir a pureza, e eram feitos sacrifícios de animais e orações. Todos os que recebessem os ramos gozariam de boa saúde e bênçãos dos deuses. Os inimigos que se reunissem sob o visco deixariam suas armas por 24 horas, e raminhos eram pendurados sobre portas para afastar os maus espíritos.

História nórdica

A lenda nórdica também apresenta a sua versão do visco durante o Natal. Balder, o deus do sol, foi morto por um inimigo com uma flecha feita com um ramo de visco. Frigga, sua mãe e deusa do amor, orou, e ele magicamente voltou à vida. Suas lágrimas se transformaram nas flores brancas do visco. Grata pela vida de Balder, ela beijou a todos os moradores sob o visco e proclamou que todos os que se beijassem debaixo dos ramos de visco estariam seguros.

História cristã

Como as druidas usavam o visco em suas cerimônias pagãs, a igreja cristã proibiu seu uso em serviços religiosos por séculos. A lenda persistiu e camponeses da Inglaterra, Escócia, País de Gales, Alemanha e França ainda usaram o visco nas festas na Idade Média. Eles acreditavam que o visco, quando colocado em berços, protegia os recém-nascidos de sequestradores. Galhos ou bolas eram pendurados no teto de casas e celeiros para prover boa sorte, amor, evitar incêndios e pesadelos. Em York, na Inglaterra, o ministro local desafiou a proibição e colocou o visco em seu altar.

Beijo sob o visco

Por volta do século 18, a igreja rescindiu a proibição e o visco pôde tomar oficialmente seu lugar nas celebrações festivas. O costume de beijar alguém sob o visco foi visto como um sinal popular de amor e romance. Uma mulher não podia recusar um beijo se estivesse sob um visco durante as festas. Aquela que não recebia um beijo teria má sorte no amor por um ano. Visto como uma promessa de casamento, o beijo sob o visco significava um compromisso sério. Na décima segunda noite de Natal, os galhos do visco eram queimados para assegurar que o verdadeiro amor prevalecesse.

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