A influência da testosterona nos cérebros fetais

Escrito por kristen frisa | Traduzido por ana carolina prado almeida
  • Compartilhar
  • Tweetar
  • Compartilhar
  • Pin
  • E-mail
A influência da testosterona nos cérebros fetais
Hormônios no útero podem alterar as características comportamentais de um feto (pregnant woman image by TEA from Fotolia.com)

O desenvolvimento do cérebro fetal é um processo complicado, durante o qual pequenas alterações nos níveis hormonais podem alterar drasticamente o resultado. Os cientistas estão começando a descobrir o efeito que os diferentes níveis de testosterona podem ter sobre os pequenos à medida que eles crescem no útero. Compreender o processo de construção do cérebro pode ajudar a explicar as diferenças entre as pessoas.

Outras pessoas estão lendo

Definição

A testosterona é considerada o hormônio sexual masculino, mas, na verdade, homens e mulheres o têm em seus corpos. De acordo com a "Understanding Human Sexuality", em homens, a testosterona é "protegida pelos testículos e responsável pela estimulação das características sexuais secundárias, tais como o crescimento da barba, por manter os órgãos genitais e sua capacidade de produção de esperma e estimular o crescimento do osso e do músculo." Nos fetos, o nível de testosterona parece afetar a personalidade e as preferências de um indivíduo.

Testosterona em desenvolvimento

Misturas químicas variam enquanto os fetos passam pelos estágios de desenvolvimento. Embora ambos meninos e meninas tenham a testosterona, os níveis variam muito entre os gêneros, especialmente durante as fases específicas do crescimento. Melissa Hines, do Departamento de Psicologia da Universidade da Cidade de Londres, Reino Unido, descobriu que, em seres humanos, parece haver uma enorme diferença entre os níveis de hormônios de meninos e meninas entre oito a 24 semanas no útero. Da semana 34 a 41, os meninos geralmente têm 10 vezes mais do hormônio masculino do que as meninas. Hines conclui que essas diferenças parecem ter efeitos a longo prazo na diferenciação do gênero.

Efeitos

Os cientistas pós doutores F. Dick Swaab e Alicia Garcia-Falgueras, do Instituto Holandês de Neurociência de Amsterdam, acreditam que os picos e vales fetais de testosterona e outras substâncias químicas corrigem as estruturas e circuitos do cérebro. Em outras palavras, a organização e programação do cérebro de um menino ou de uma menina parece ser afetada por essas diferenças relacionadas ao gênero.

Estudo de caso

Em um estudo de caso em ratos, chamado de "diferenciação sexual do cérebro", RW Goy e Bruce McEwen mostraram que, depois de injeções de testosterona, as ratas apresentaram um aumento no instinto de luta, comportamento mais comum para os machos. As mesmas tendências são vistas nos seres humanos. As meninas com hiperplasia adrenal congênita (HAC), um distúrbio que causa um aumento nos hormônios masculinos, também demonstram ter mais em comum com meninos. Hines notou que meninas com HAC "tinham preferência por brinquedos que são usualmente escolhidos por meninos, tais como carrinhos e armas, aumento da preferência por meninos como amigos e do interesse em jogos de luta."

Conclusões

Com o tempo, esses efeitos dos níveis de testosterona nos fetos são utilizados para explicar as diferenças generalizadas entre os sexos, incluindo a forma como as pessoas se sentem masculinas ou femininas, como falam e os seus níveis de agressão. Hines conclui que "assim como os níveis de testosterona afetam a formação da genitália externa, também afetam o comportamento dos sexos."

Não perca

Filtro:
  • Geral
  • Artigos
  • Slides
  • Vídeos
Mostrar:
  • Mais relevantes
  • Mais lidos
  • Mais recentes

Nenhum artigo disponível

Nenhum slide disponível

Nenhum vídeo disponível