O que são isótopos radioativos?

Escrito por wendy morgan | Traduzido por bianca amorim
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O que são isótopos radioativos?
Isótopos radioativos possuem diversas finalidades em vários campos científicos (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

Isótopos radioativos, também denominados radioisótopos, são átomos com diferentes números de nêutrons que o átomo mais comum, tornando o núcleo mais instável que decai, emitindo raios alfa, beta e gama, até conseguir a estabilidade. Uma vez estável, o isótopo torna-se outro elemento. O decaimento radioativo é espontâneo, então, geralmente é difícil saber quando vai acontecer ou que tipos de raios serão emitidos.

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Quantos?

Há aproximadamente 3800 isótopos radioativos. Atualmente, mais de 200 isótopos radioativos são usados regularmente e, enquanto alguns são encontrados na natureza, outros precisam ser fabricados para suprir necessidades específicas, como para hospitais, laboratórios de pesquisa e fabricantes.

Como são fabricados?

Isótopos radioativos podem ser feitos de diversas formas, sendo a mais comum a ativação neutrônica em um reator nuclear, que envolve a captura de um nêutron pelo núcleo do átomo, o que resulta em um excesso de nêutrons (rico em nêutrons). Alguns isótopos radioativos são produzidos em um acelerador de partículas, em que prótons são introduzidos no núcleo, resultando em uma deficiência de nêutrons (rico em prótons).

Importância

Isótopos radioativos possuem propriedades muito úteis. Radiações alfa, beta e gama podem atravessar objetos sólidos como um raio X, mas são progressivamente absorvidas. O tanto dessa penetração depende de diversos fatores, como a energia da radiação, a massa da partícula e a densidade do sólido. Essas propriedades podem levar a muitos usos para os radioisótopos nos campos da ciência, medicina, arqueologia e indústria. O uso dos isótopos radioativos nesses campos depende do elemento em que se transformam depois de alcançar a estabilidade.

Usos na medicina

O crômio-51, por exemplo, que forma-se após a emissão de raios alfa durante o decaimento de um isótopo radioativo, é usado para classificar células sanguíneas e medir perda de proteína no corpo humano. O cobalto-60, outro elemento formado por isótopos radioativos emitindo raios beta e gama, é usado no tratamento do câncer. O oxigênio-18 e o tecnécio-99 são usados como contraste, ajudando os médicos a localizar tumores e outros problemas em várias partes do corpo humano. Também são usados em raio X e mapeamento dos ossos. Eles são usados para destruir células alteradas e tratar o crescimento anormal delas, já que células multiplicando-se rapidamente são particularmente sensíveis à radiação.

Usos na arqueologia e indústria

Radioisótopos podem ser usados no campo da arqueologia. Elementos de isótopos radioativos, como carbono-14, chumbo-210 e potássio-40, são usados na datação de rochas e terrenos históricos. O cloro-36 e o trítio são usados para medir a idade da água no solo em milhões de anos. Na indústria, são usados como combustível para reatores nuclear, na manufatura de detectores de fumaça domésticos, rastreadores de lixo industrial que possa causar danos ambientais e prevendo o comportamento de metais pesados na água. O sódio-24 e o magnésio-27, por exemplo, são usados para encontrar vazamentos em canos de água, enquanto o irídio-192 é usado na fiação de aparelhos de radiografia.

Outros usos

Outros usos desses isótopos estão no estudo dos processos químicos e biológicos em vegetais para a agricultura, no tratamento e preservação de comida para torná-la mais segura para o consumo e ter maior vida útil nas lojas para compra e como pesticidas.

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