As maiores manifestações populares da história do Brasil

Escrito por victoria vajda
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As maiores manifestações populares da história do Brasil
Realizar manifestações é um direito constitucional e repreendê-lo é um atentado contra a democracia (Robert Cianflone/Getty Images Sport/Getty Images)

Não é de hoje que o povo sai às ruas para pedir mudanças, protestar e mostrar sua opinião. Muitos grupos, como sindicatos e movimentos estudantis, sempre estiveram nas ruas para protestar, mas algumas manifestações tiveram maior adesão do povo como um todo e provocaram importantes mudanças no rumo do país. Saiba mais sobre os maiores protestos populares da história recente do Brasil.

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Passeata dos 100 mil – 1968

Corria o ano de 1968, a ditadura militar já estava instaurada no país desde 1964. Cansados da repressão, da prisão de inocentes, dos mandos e desmandos dos militares, a população – liderada pelos movimentos estudantis e revolucionários – decide ir às ruas do Rio de Janeiro em protesto. A manifestação do dia 26 de junho foi autorizada, no entanto colocaram um batalhão de 10 mil policiais para controlar os 100 mil presentes. Foi a última manifestação pública legal do período, pois em dezembro de 1968 foi instaurado o Ato Institucional nº. 5 (AI 5) que punha fim à liberdade de expressão e dava ainda mais poderes aos militares.

Diretas já – 1984

A ditadura militar já vinha se enfraquecendo, mas ainda estava no controle do país, neste momento liderado por João Figueiredo, o último presidente escolhido pelos militares. Lideradas pelos movimentos estudantis, sindicatos, líderes religiosos – como Dom Evaristo Arns e Dom Helder Camara – e artistas, as passeatas pela volta das eleições diretas (votadas pelos cidadãos) aconteceram no Rio de Janeiro, com mais de um milhão de pessoas na Candelária, e em São Paulo, que levou cerca de um milhão e meio de pessoas à Praça da Sé. Mesmo com os protestos não foi possível reinstaurar as eleições diretas, pois a medida perdeu em votação no Congresso. As eleições diretas só foram retomadas em 1989.

Impeachment – 1992

Fernando Collor de Melo venceu as eleições de 1989 no segundo turno contra Luis Inácio Lula da Silva. Seu governo vinha com baixa aprovação, por conta do confisco das cadernetas de poupança, inflação altíssima e acusações de corrupção. Em 1992, um grande escândalo estourou quando Pedro Collor, irmão do presidente, denunciou um esquema de corrupção envolvendo o presidente. O povo insatisfeito tomou as ruas das principais capitais pedindo o impeachment de Fernando Collor. Os movimentos estudantis, uma das mais fortes lideranças dos protestos, saiam às ruas com o rosto pintado de verde e amarelo, o que deu origem ao movimento conhecido como “caras pintadas”.

Manifestações pelo Brasil – 2013

Os primeiros protestos eram contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo, mas a violenta repressão policial indignou grande parte da população que decidiu mobilizar-se pela liberdade de expressão (garantida pelo Artigo 220 da Constituição Federal) e em apoio aos manifestantes feridos e presos. As redes sociais (Facebook, Twitter), assim como a mídia independente por meio de blogs e comunidades virtuais, tiveram um papel importante para o fortalecimento da mobilização pública, divulgando informações, fotos e vídeos dos abusos policiais que a grande mídia não mostrava, além de difundir os protestos seguintes. A partir de então, somaram-se outros pontos de insatisfação do cidadão brasileiro, como a precariedade dos serviços públicos (educação, saúde, segurança), a corrupção e os altos investimentos para a Copa do Mundo 2014, o que gerou a maior onda nacional de protestos de todos os tempos.

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