Problemas das armas com estrutura de polímero

Escrito por janine wonnacott | Traduzido por marcella narvaes
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Problemas das armas com estrutura de polímero
Algumas pessoas acham que se acostumar com armas de polímero não vale a pena (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

Armas com estrutura de polímeros substituem muito do aço ou madeira usados em armas antigas com uma fórmula especial e dura de plástico sobre o esqueleto de aço. Geralmente, o cabo e a estrutura de uma arma de fogo serão de polímeros e o resto de diferentes tipos de metais, principalmente aço. Para atiradores casuais, a principal diferença é encontrada no peso e no tato da arma. Para atiradores mais experientes, polímeros têm muitos problemas relacionados à durabilidade e história ou ao valor como um produto colecionável.

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Material e tato

O polímero é basicamente um tipo de plástico bem duro e desenvolvido de forma especial que pode reproduzir a solidez do metal, mas é bem mais leve e mais durável de várias formas. As partes volumosas de baixo impacto de uma arma de fogo, principalmente o cabo e a estrutura, podem ser feitas de polímero, enquanto as partes que são aquecidas quando a arma é acionada podem continuar de aço. Uma estrutura de polímero parece ser mais leve, mas não é, principalmente quando carregada, mas também não é pesada. Se você está acostumado com armas de aço, com uma estrutura de polímero você pode sentir que a arma não está bem equilibrada e o peso mudou. Alguns leitores do site americano The Firing Line acreditam que se acostumar com o peso e equilíbrio de uma arma de polímero não vale a pena.

Força

Muitas pessoas reclamam que as armas de polímero não parecem muito fortes, provavelmente porque o material é muito mais leve que o metal e não são frias ao toque. Alguns até dizem que parece uma arma de brinquedo. O aço, eles dizem, é mais satisfatório.

Em termos de testes de laboratórios, o polímero é mais forte que o aço em qualquer tipo de espessura. Contudo, as forças que agem em uma arma de fogo são diferentes daquelas feitas em testes de força de laboratório. Algumas pessoas dizem que estruturas de polímeros racham mais facilmente que as de aço se, por exemplo, o revestimento de uma munição quebra e os gases explosivos são mandados para baixo, ao invés de para fora do cano. Um cano rachado não é perigoso (com possíveis exceções, como no caso de você não estar usando os óculos protetores), mas com o polímero a arma se torna inútil. Contudo, se esse problema ocorrer em uma arma de aço, o pente é destruído e a arma fica obstruída, mas ficará intacta e, uma vez que ela seja desobstruída, ela se torna funcional novamente.

Função

Algumas pessoas acreditam que armas de polímero podem falhar ao disparar com mais frequência do que as de aço. Alguns dizem que a estrutura de plástico não é tão bem maquinada como as de metal, quando se trata de armas de fogo comparáveis. Isso gera falhas gerais e na ignição.

Muitas pessoas também não gostam do peso e equilíbrio da arma de polímero — como mencionado antes, a arma tem peso diferente e pode parecer desequilibrada de alguma forma por quem está acostumado com armas de aço.

Outros, no entanto, apreciam o contorno do pente que a estrutura de polímero fornece, dizendo que o formato e textura fazem a arma ser mais fácil de pôr o pente com firmeza. Parte da função do polímero é absorver mais da retração. Mas o peso leve aumenta a retração, então o resultado final é o mesmo.

Se você quiser adicionar acessórios à sua arma, saiba que o polímero não trabalha bem com dois canos, por exemplo, e pode ter trincas ou não funcionar normalmente. Você precisará de um profissional ou armeiro tático.

Longevidade e durabilidade

Os polímeros não estão no mercado há tempo suficiente para as pessoas saberem quão bem envelhecem, comparado às armas de aço. Estas já existem a séculos. Não é difícil achar uma arma de fogo, seja pistola ou estilo espingarda, que tenha mais de um século, mas atire bem. Algumas famílias são sortudas de terem heranças que têm centenas de anos. Armas de polímero parecem duráveis, e elas prometem, mas simplesmente não há como testá-las nesse quesito como as armas de aço já foram testadas.

No entanto, os polímeros parecem duráveis. Testes de tortura em estruturas de polímero, particularmente Glocks, têm se provado eficazes. Esses testes envolvem congelamento ou deixar a arma na lama por meses a fio, então extraí-las, limpando a sujeira e atirando. Um fuzileiro naval americano comentou no site Yahoo Answers "Todos os pontos de desgaste das armas estão iguais, a expectativa de vida da arma de polímero será a mesma de uma arma de aço".

Os polímeros aguentam desgastes regulares de maneira melhor que as armas de metal e certamente melhores que as de madeira. O metal revela os golpes e arranhões que o polímero simplesmente não apresenta. O polímero não enferruja. Certos produtos de limpeza apropriados para estruturas de metal, no entanto, podem descolorir permanentemente o polímero, de acordo com os sites Ruger Forum e XD Talk. Há uma chance de que as substâncias químicas nos polímeros possam reagir aos produtos de limpeza usados em armas de metal. A descoloração ou os resíduos são inofensivos, mas algumas substâncias podem agredir o plástico. Leia as instruções se decidir usar uma arma com estrutura de polímero.

História

Em relação às questões de durabilidade está a questão da importância histórica. Armas de polímero não têm história. Para um colecionador, os fatos importantes das armas de aço é que elas ajudaram a conquistar continentes, lutaram em guerras no mundo todo, talvez até ajudaram seu avô ou bisavô a alimentar a família e assim por diante. Muitas pessoas criticam as armas de polímero por não terem o mesmo tipo de história ou lembranças que as armas de madeira e aço têm. Elas também são criticadas por não serem atraentes: "Pouquíssimas pistolas são tão feias como uma Glock [um tipo de arma de polímero bem popular]", diz um membro do Epinion.

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