Quais eram os deveres de um escravo para a filha do Faraó?

Escrito por tiffany ross | Traduzido por michele barbosa
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Quais eram os deveres de um escravo para a filha do Faraó?
Os antigos faraós egípcios mantiveram muitos escravos em suas famílias (Hemera Technologies/Photos.com/Getty Images)

As responsabilidades do escravo de uma mulher nobre no Egito se assemelhava as responsabilidades de um servo. As diferenças entre escravo e servo na casa do Faraó foram tão turvas, que alguns especialistas questionam a existência da escravidão. O único fator de diferenciação foi o fato de que a vida de um escravo não era pertencia a ele próprio, que ele era uma mercadoria que podia ser comprada e vendida de acordo com os caprichos da filha do faraó. Apesar dessa falta de liberdade, um escravo egípcio levou uma vida confortável em comparação com os seus homólogos na Grécia e em Roma. Por exemplo, um escravo egípcio poderia possuir propriedade, casar com quem ele gostava e, em alguns casos, podia largar o "emprego".

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Banho e aparência

A filha de um faraó exigia uma comitiva inteira para cuidados pessoais. Somente a aplicação diária de maquiagem já necessitava de assistência. Kohl (um tipo de carvão) era aplicado em torno dos olhos, ao passo que vários óleos eram utilizados para limpar a pele. A princesa tinha instalações de banho privadas em sua residência. Depois de um bom banho seu corpo ficava coberto com óleos finos e perfumes, mas só depois de que cada pelo corporal fosse removido. Os pelos do corpo eram considerados impuros, as mulheres nobres eram meticulosas com sua depilação. Às vezes, até mesmo o cabelo da sua cabeça era raspado para acomodar as últimas perucas da moda.

Limpeza

Um escravo que participava dos cuidados pessoais da princesa não fazia o trabalho de limpeza, porque o trabalho manual poderia arruinar a suavidade de suas mãos. Mãos macias eram importantes com rotinas de maquiagem e banhos. A limpeza era atribuída a um conjunto diferente de escravos que esfregava, polia e arrumava. Esses deveres também podiam incluir lavar roupas. Ser o lavador, mesmo para uma mulher nobre, era considerado uma posição muito baixa; já que a lavagem de roupa usada durante a menstruação era considerada uma tarefa impura, este trabalho pode era atribuído a um escravo sem outras habilidades para oferecer.

Serviço de alimentação

A maioria dos serviços de alimentação era atribuída aos escravos que trabalhavam na cozinha para toda a família. No entanto, uma filha do faraó poderia fazer exigências da cozinha a qualquer momento. Nesse caso, um escravo pessoal realizava o dever de entregador entre a cozinha e sala privada de uma princesa.

Transporte

Quando a filha de um faraó deixava os jardins do palácio, ela não andava a pé. Ela era transportada em uma cadeira de transporte, ou maca, que era elevado do chão por quatro escravos ou mais. Esses escravos não eram necessariamente aqueles pessoais da princesa, mas os homens fortes que pertenciam à família real e tinham sido designados para carregar a princesa. Esperava-se também que escravos e servos agissem como mensageiros. Um escravo poderia ser convidado para levar uma carta ou mercadorias para a câmara da princesa. Essas mensagens poderiam vir de fora das terras reais, ou de outros membros da família real dentro da casa.

Outros deveres

Um escravo realizava qualquer dever atribuído pela filha do faraó, não importando o quão estranho fosse. Por exemplo, os escravos com habilidades especiais poderiam ser nomeados para trabalhos especializados que lhes proporcionasse luxos, como um músico ou conselheiro. Os homens designados para o serviço da princesa agia como guardas e mensageiros. Guardas poderiam ficar parados do lado de fora da câmara da princesa ou serem enviados como escoltas em sua comitiva pessoal. Um homem não participava do ato íntimo de higiene, que era um trabalho reservado para as mulheres.

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