Qual a relação do pulmão de aço com a poliomielite?

Escrito por denise stern | Traduzido por valeria jardim
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Qual a relação do pulmão de aço com a poliomielite?
A vacinação contra a poliomielite interrompeu a progressão rápida de epidemias (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

O pulmão de aço é uma peça de equipamento médico usada entre meados da década de vinte até a década de oitenta como um tratamento para a pólio. Sua função era servir como um respirador mecânico, principalmente no tratamento de indivíduos cuja função pulmonar era dificultada pela poliomielite, a qual causava paralisia dos músculos do peito. Durante um período de 30 anos na história americana, os pulmões de aço eram comumente encontrados em hospitais de todo o país. Hoje, a vacinação contra a poliomielite reduziu a necessidade de tais máquinas e protege milhões de pessoas contra a doença infecciosa.

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Descrição da polio

A polio, cujo nome real é poliomielite, é uma doença altamente infecciosa que faz com que os músculos paralisem, tornando o movimento, incluindo a respiração, extremamente difícil. Uma epidemia de poliomielite espalhou-se pelo Brasil desde 1911 deixando milhares de pessoas permanentemente incapacitadas, afetando também diversos países, incluindo o presidente Franklin Roosevelt dos EUA. A doença causa inchaço ou inflamação das células nervosas, resultando em incapacidades e deformidades em partes da medula espinhal.

História

O pulmão de aço foi projetado pelo membro da Universidade de Harvard, Dr. Philip Drinker, com a ajuda da fisiologista Louis Shaw. Em 1929, "o Respirador Drinker" foi apresentado em uma revista médica. Ele ajudava os pacientes com diagnóstico de poliomielite a respirarem lentamente até que recuperassem sua saúde, normalmente em uma questão de duas a três semanas ou mais, dependendo da idade e do estado geral da pessoa atingida pela doença. O pulmão de aço ainda é usado até hoje, mas não tão frequentemente quanto em 1930 até 1950.

Design

O pulmão de aço era construído de metal e podia adaptar-se a uma criança pequena ou um adulto alto pesando até 100 quilos. O tubo cilíndrico podia ser movido sobre rodas, e pequenas janelas na lateral permitiam que os médicos observassem seu paciente. O paciente era deslizado para o tanque em uma bandeja móvel, deixando apenas sua cabeça exposta. Um colar de borracha montado ao redor do pescoço mantinha a pressão do ar no interior selada no interior do tanque. Motores elétricos alimentavam o pulmão de aço, o qual causava uma mudança na pressão contida no tanque, concebido como uma câmara estanque ao ar que literalmente empurrava o ar para dentro e para fora dos pulmões do paciente.

Efeitos

Muitas pessoas com diagnóstico de polio eram capazes de recuperar-se e, embora algumas passassem semanas em um pulmão de aço, outras, tal como Martha Mason, usaram-no por anos, se não décadas. Martha estava completamente paralisada em virtude da poliomielite no final de 1930 e passou o resto de sua vida em um pulmão de aço na Carolina do Norte, EUA. Sua história foi imortalizada em seu livro, "Breath: Life in the Rhythm of an Iron Lung", publicado em 2003. Hoje, menos de duas dezenas de pessoas continuam usando o dispositivo, principalmente em virtude do enorme sucesso da vacinação contra a poliomielite desenvolvida no final de 1930, a qual interrompeu a progressão rápida de epidemias anuais.

Prevenção/solução

As vacinas contra a poliomielite evitam que as crianças e adultos contraiam a doença e são amplamente usadas no mundo. Geralmente, as crianças recebem a primeira de quatro vacinas contra a polio quando têm 2 meses de idade, então, um reforço aos 4 meses. Entre as idades de 6 meses e 18 meses, a terceira dose é fornecida e, depois, a dose final, quando as crianças têm entre 4 e 6 anos de idade.

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