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A arte renascentista italiana e nórdica

Atualizado em 17 abril, 2017

Os grandes feitos da arte renascentista são comumente associados aos mestres da Itália Renascentista, como Leornado e Michelangelo. O Renascimento Nórdico também obteve grandes avanços nas artes visuais, mas as características dos movimentos italiano e nórdico são bem diferentes.

A arte renascentista italiana reviveu os ideais clássicos (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

Bases

O Renascimento, no campo das artes, refere-se ao reavivamento da arte da arquitetura na Europa entre os anos de 1400 e 1600, centrado na Itália. Os artistas e pensadores renascentistas foram inspirados pela arte e as ideias da Grécia Antiga e de Roma, e o foco central do Renascimento era o Humanismo associado à Grécia Antiga. O Renascimento Humanista atribuiu grande importância à dignidade e ao valor do indivíduo, minimizando assim o dogma religioso. A presença de muitas ruínas clássicas e artefatos na Itália, como a arquitetura e escultura romanas, incluindo cópias de esculturas gregas, é considerada uma das razões pelas quais o Renascimento começou na Itália.

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A Itália é o berço do Renascimento (Goodshoot/Goodshoot/Getty Images)

Temas e técnicas

O início do Renascimento na Itália deu-se em Florença, na primeira década do século 15. A Filosofia Humanista levou a um cuidadoso estudo do corpo humano e ao retorno da nudez nas artes visuais. O arquiteto Filippo Brunelleschi (1337-1446) foi pioneiro e influente no trabalho com perspectiva linear, técnica que contribuiu para o realismo das pinturas renascentistas, ao criar a ilusão de profundidade. As figuras e faces eram ainda mais realistas, expressando emoções fortes. Os temas da mitologia clássica foram introduzidos, associados à iluminação humanista em vez do paganismo da Idade Média.

Os ideais humanistas influenciaram diretamente a arte renascentista (Creatas/Creatas/Getty Images)

Alta renascença italiana

O Alto Renascimento italiano (1490-1530) viu o surgimento do David de Michelangelo (1501-1504), da Mona Lisa (1503-1505) de Leonardo, e da Madonna Sistina (1513) de Rafael. Durante essa época, Roma substituiu Florença como o centro dos acontecimentos, com o apoio do Papa Júlio II para assegurar os serviços de Michelangelo, Leonardo e Rafael. Embora o Alto Renascimento seja considerado o auge do retorno dos valores humanistas clássicos, já que a Igreja continua sendo o maior patrono da arte renascentista, a pintura cristã narrativa e histórica continuou como o principal gênero.

Renascimento Nórdico

O Renascimento nórdico (1420-1580) refere-se ao surgimento concomitante das artes na Alemanha e nos Países Baixos como Flandres e Holanda. Seus maiores artistas incluem Jan van Eyck, Roger van der Wyden, Pieter Bruegel the Elder, Hieronymus Bosch and Hans Holbein o Jovem. A obra Ghent Altarpiece (1432) de Jan van Eyck é considerada o marco do início do Renascimento nórdico, e o pintor alemão Albrecht Durer, melhor pintor e gravurista.

O Renascimento nórdico teve importante papel nas artes (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

Diferenças

O Renascimento nórdico, em termos de arte, pode ser considerado prático e firme em contraste com o idealismo do Renascimento italiano, conforme sugere a Enciclopédia de Arte Irlandesa e Mundial. Os pintores nórdicos eram menos preocupados com a restauração do espírito clássico do que com o desenvolvimento da pintura a óleo e a perspectiva linear. A gravura foi mais presente no norte, ligada à invenção da imprensa por Gutenberg, e a escultura foi menos popular, exceto pela feita com madeira. Além do mais, a influência da Reforma Protestante contribuiu para a conservação do estilo gótico pelos pintores.

Apesar de serem movimentos simultâneos, há diferenças entre o Renascimento nórdico e o italiano (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

Considerações

A arte nórdica pode, às vezes, ser mais humanista que a italiana. Durer visitou a Itália e fez sua contribuição com as discussões teóricas da arte renascentista. Sua introdução a respeito da teoria geométrica, de 1525, foi a primeira discussão científica da perspectiva por um artista nórdico. A fascinação de Durer por autorretratos o tornou mais conhecido que qualquer artista renascentista italiano, sugerem Horst Woldemar Janson and Anthony F. Janson, em History of Art: The Western Tradition.

A perspectiva na arte, assim como a teoria geométrica, foram objeto de estudos (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)
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Referências

Recursos

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