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Técnicas para a separação de coloides e eletroforese

A eletroforese, também chamada de cataforese, é um processo eletrocinético descoberto em 1807 pelo cientista alemão Ferdinand Friedrich Reuss, depois de trabalhar com a influência da corrente contínua em soluções de água. A técnica, empregada para separar moléculas carregadas em uma matriz uniforme, tem sido utilizada por biólogos moleculares e outros investigadores desde então. Os métodos clássicos de eletroforese em gel e eletroforese capilar — ambos os quais utilizam UV e/ou marcação fluorescente para análise — estão agora unidos pela dieletroforese, um método mais recente que não necessita de revelação.

A eletroforese em gel cria linhas distintas de bandas visíveis que funcionam como uma espécie de impressão digital (Comstock/Comstock/Getty Images)

Coloides, matriz e separação

Coloide é um outro nome para uma mistura cujas partículas são muito pequenas para serem vistas a olho nu, mas grandes demais para serem moléculas. Em termos de eletroforese, o coloide é referido como a matriz — a solução que também contém partículas a serem separadas. No caso da eletroforese em gel, a matriz é constituída por uma mistura de gel de agarose e as moléculas que estão sendo separadas.

Eletroforese em gel

Essa técnica eletroforética clássica utiliza um gel de agarose para a migração das partículas carregadas de DNA de diferentes tamanhos. Como o DNA tem carga negativa, ele se move através da matriz de gel quando uma corrente elétrica é aplicada. Partículas de DNA maiores movem-se mais lentamente do que as menores, de modo que o produto final é uma linha distinta de bandas visíveis em agarose, que criam uma impressão digital das partículas que estão sendo testadas. Marcadores fluorescentes são normalmente utilizados para revelar as partículas. Essa técnica muitas vezes representa os testes de DNA mostrados em shows populares de televisão.

Eletroforese capilar (EC)

Essa técnica utiliza uma separação capilar para migrar partículas carregadas com proporções únicas de raio contra um campo elétrico aplicado. Quão rápida ou lentamente uma partícula se move com esta técnica depende de sua velocidade iônica, e os resultados refletem isso tanto quanto os da eletroforese em gel ilustram o tamanho de partículas. A matriz da EC também consiste em um eletrólito — muitas vezes uma solução aquosa de tampão — e UV ou marcadores fluorescentes são utilizados. A técnica relacionada, a eletroforese capilar de zona (ECZ), é estritamente limitada à separação de compostos iônicos.

Dieletroforese (DEF)

Considerando que eletroforese em gel e a EC usam corrente elétrica para mover partículas carregadas, a dieletroforese (DEF) utiliza frequências de rádio para separar células com diferentes polarizabilidades. As células respondem de acordo com suas características únicas; partículas de constituição genética e/ou forma geométrica semelhantes respondem distintamente o suficiente para os investigadores distinguirem-nas. As células se movem através de um gradiente de campo elétrico quando uma força dieletroforética é aplicada. Essa técnica é inovadora porque não exige que as partículas sejam marcadas e as células podem ser utilizadas para estudos adicionais após isolamento e recuperação.

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