A teoria da biogênese

Escrito por paul dohrman | Traduzido por wladimir d. uszacki
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A teoria da biogênese
O balão de Pasteur, com a boca virada

A biogênese é um processo pelo qual as formas de vida produzem outras formas de vida. Por exemplo, uma aranha põe ovos que viram outras aranhas. Esta premissa, historicamente, contrasta com a antiga crença na geração espontânea, que declarou que certas substâncias inorgânicas, deixadas sozinhas, deram origem à vida (como bactérias, ratos e vermes) em questão de dias. Já havia suspeitas sobre a premissa da biogênese por muito tempo antes de ser definitivamente demonstrada. Um experimento demonstrativo, que mostrava a biogênese até ao nível bacteriano, foi criado por Louis Pasteur em 1859.

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Crença na geração espontânea

A geração espontânea é também conhecida como a abiogênese aristotélica, cujo nome origina de seu defensor grego. A discrição e invisibilidade de organismos como moscas, ratos e bactérias permitiu que a crença na geração espontânea mantivesse força por milênios. O uso pioneiro do ainda novo microscópio, no século XVIII, começou a corroer sua credibilidade; ver ovos de moscas e bactérias no microscópio ajudou a desmistificar sua natureza. Na época de Pasteur, a experimentação havia defendido a biogênese no nível macroscópico. Apenas a biogênese microscópica ainda precisava ser provada.

Geração espontânea macroscópica

Em 1668, Francesco Redi abordou a questão da geração espontânea macroscópica quando publicou os resultados de um experimento no qual ele colocou carne podre em um recipiente e cobriu a abertura com gaze. Sem a gaze, as larvas se desenvolviam na carne e com ela, apesar de não se desenvolverem, apareciam na gaze. Redi estava observando as moscas depositarem ovos, o mais perto possível de um alimento.

Geração espontânea microscópica

Um século mais tarde, um experimento realizado por Lazzaro Spallanzani, em 1768, indicou a biogênese no nível microscópico. Spallanzani queria evitar a contaminação fervendo um caldo de carne em um recipiente fechado. O problema com esta abordagem é que o ar dentro do recipiente pode quebrá-lo após aquecer. Por isso, ele retirou o ar após selá-lo. O caldo não desenvolveu crescimento bacteriano, apoiando a teoria da biogênese.

Críticos acusaram que o ar é necessário para a vida. Presumiu-se que a ausência de crescimento bacteriano, por conseguinte, foi devido à falta de ar, não por que as bactérias não se espalharam através da contaminação. Esta crítica se manteve por quase um século antes de Pasteur entrar em cena e virar o jogo.

Equipamentos de experimentação de Pasteur

O experimento de 1859 realizada por Pasteur inequivocamente derrubou a teoria da geração espontânea no nível microscópico. Ele ferveu um caldo de carne em um balão com um pescoço comprido curvado para baixo e depois para cima, como um pescoço de ganso. A curva do pescoço evitava que partículas contaminantes alcançassem o caldo, enquanto ainda permitia a difusão livre de ar. O fato de que o frasco permitia a passagem de ar foi um avanço de design que finalmente acabou com as críticas a Spallanzani.

O balão de Pasteur permaneceu livre de crescimento bacteriano enquanto ficasse em pé. Para mostrar onde os elementos contaminantes estavam, ele virou a garrafa o suficiente para que o caldo passasse pela curva do pescoço de ganso; o caldo logo ficou cheio de crescimentos bacterianos.

A teoria da biogênese
O balão de Pasteur, com a boca virada

Equívocos comuns

Alguns criacionistas têm argumentado que a lei da biogênese mina a teoria da evolução e a teoria de que toda a vida se originou a partir de material inorgânico bilhões de anos atrás. No entanto, a biogênese simplesmente invalida a teoria da geração espontânea -- ela fala o que pode ser realizado durante uma geração, e não ao longo de milhares de gerações ou milhões de anos.

Teorias sobre a origem da vida consideram a falta de predadores e uma composição química da atmosfera da Terra muito diferente na época. Elas também consideram o que pode ser realizado em milhões de anos, através de tentativas e erros. Nenhuma dessas é considerada na lei da biogênese. A teoria da geração espontânea fala de vida complexa que surge completamente formada em poucos dias, que as teorias da origem da vida postulam ter levado milhões de anos de tentativas e erros para serem formadas, em condições físicas que agora são diferentes no planeta.

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