Transtorno de personalidade antissocial sob forma velada

Escrito por wendy sheppard, msw | Traduzido por jessica rocha
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Transtorno de personalidade antissocial sob forma velada
O transtorno de personalidade antissocial pode ocorrer de forma velada (Thomas Northcut/Photodisc/Getty Images)

O transtorno de personalidade antissocial velado é uma mistura de dois distúrbios de saúde mental: o transtorno de conduta diagnosticado na infância e o transtorno de personalidade antissocial diagnosticado na idade adulta. Esse transtorno é o culminar de um adulto que tinha um transtorno de conduta quando criança. A característica "velada" refere-se à natureza secreta dos comportamentos. Estas são doenças devastadoras da saúde mental, extremamente resistentes ao tratamento.

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Definições

O transtorno de conduta só se aplica a crianças ou adolescentes com idade inferior a 18 anos. Esse transtorno aplica-se a um padrão de comportamento que começa na infância e continua na idade adulta. Ele não pode ser diagnosticado antes dessa idade.

De acordo com o DSM-IV, "A característica essencial do transtorno de conduta é um padrão repetitivo e persistente de comportamento no qual os direitos básicos dos outros ou as principais normas ou regras sociais apropriadas à idade são violados". A característica essencial do transtorno da personalidade é um padrão invasivo de desrespeito e violação dos direitos dos outros, que se inicia na infância ou começo da adolescência e continua na idade adulta. "Ambas as doenças podem ser classificadas como leve, moderada ou grave ".

Comportamentos velados são coisas feitas em segredo. Alguns exemplos desse comportamento secreto seria mentir ou destruir secretamente a propriedade de alguém. Isso contrasta com comportamentos ostensivos, que seriam coisas como violentamente atacar outra pessoa ou praticar bullying contra alguém no trabalho ou na escola.

Sinais e sintomas

Crianças com extrema dificuldade de seguir orientações e regras estão mostrando sinais de um transtorno de conduta. As manifestações veladas podem ser ferir ou matar animais secretamente , roubo (contanto que não seja diretamente na frente de ninguém), atear fogo, invadir a casa de alguém e mentir para evitar a responsabilidade ou para alcançar um resultado desejado.

Adultos que se envolvem em comportamentos de alto risco, abusam de álcool ou drogas, entram em brigas mas fazem parecer que não as iniciaram, abusam de crianças e forçam-nas a manter segredo , agem irritavelmente e com raiva a maior parte do tempo ou são subservientes, geralmente irresponsáveis ​​e aparentemente sem remorso ou arrependimento por seu impacto sobre outras pessoas, estão exibindo sinais desse tipo de transtorno antissocial.

Causas

As causas do transtorno de conduta antissocial não são precisas. Componentes genéticos podem ser fatores contribuintes, mas a condição não é puramente genética. Circunstâncias traumáticas da vida, como abuso físico, emocional ou sexual podem desempenhar um papel no desenvolvimento desses distúrbios. Outras circunstâncias da vida, tais como a negligência, abandono ou privação podem ser fatores de risco. Os danos cerebrais também podem ser um fator causal. Ter um pai que é antissocial, alcoólatra ou viciado em drogas também pode contribuir para o desenvolvimento desses distúrbios.

Tratamento

O tratamento de ambas as doenças é extremamente difícil e desafiador, se não impossível. Tratar crianças com transtornos de conduta pode ser um pouco mais bem-sucedido, porque elas geralmente têm pais que as forçam ao tratamento. Embora seja muito difícil tratar alguém que não queira ser tratado, ao menos uma criança tem a experiência de estar com alguém que possa ajudar, ao contrário de um adulto que não tem que começar o tratamento se assim optar. Adultos com transtorno de personalidade antissocial não podem ser forçados ao tratamento a menos que rompam com a lei ou estejam obrigadas a tal sob ordem judicial.

O tratamento específico só pode ser determinado por um profissional de saúde mental licenciado, mas pode incluir a medicação individual, de grupo ou terapia familiar. Se outro distúrbio de saúde mental existir (como é frequentemente o caso), essa desordem também precisa ser tratada com medicação, se necessário, e abordada no decorrer da terapia.

Prevenção

Parece haver alguma evidência de que se fatores de risco forem reduzidos em um ambiente, podem diminuir o risco do desenvolvimento de um transtorno de conduta. De acordo com o DSM-IV, "O risco para o transtorno de conduta é maior em crianças com um dos pais biológicos ou adotivos com transtorno da personalidade ou um irmão com transtorno de conduta. A doença também parece ser mais comum em filhos de pais biológicos com dependência de álcool, transtornos de humor ou esquizofrenia ou pais biológicos que têm uma história de transtorno de déficit de atenção ou transtorno de conduta".

Embora muitos desses critérios não estejam sob controle de ninguém, a dependência de álcool está. Os pais também podem procurar tratamento para qualquer uma das doenças acima, reduzindo o risco de seus filhos desenvolverem um transtorno de conduta.

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