Tratamento de melanoma ocular com metástase no fígado

Escrito por don amerman Google | Traduzido por lara scheffer
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Tratamento de melanoma ocular com metástase no fígado
O melanoma ocular é o câncer mais comum nos olhos (Image by Flickr.com, courtesy of Anita Martinz)

O melanoma ocular, também conhecido como melanoma de coroide, é o câncer mais comum nos olhos dos adultos, segundo o Instituto Nacional do Câncer dos EUA (NCI, na sigla em inglês). Se não for tratado, ele provavelmente realizará a metástase ou se espalhará em outras partes do corpo; mesmo com o tratamento, essa é uma possibilidade muito real. O NCI relata que o fígado é o alvo mais comum da metástase nesse tipo de afecção. As opções de tratamento para o melanoma ocular com metástase no fígado são bastante limitadas.

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Melanoma ocular

Essa forma de câncer pode afetar a íris, o corpo ciliar e o coroide, que compõe a úvea. Contudo, o site MedlinePlus relata que a área afetada com mais frequência é o coroide, uma camada de vasos sanguíneos localizada entre a retina e o esclerótico. O coroide fornece uma ligação entre o corpo ciliar próximo da frente do olho e o nervo óptico, localizado no fundo do órgão.

Alcance

Se for diagnosticado nos estágios iniciais, o melanoma ocular não é propenso a se espalhar para o fígado ou para qualquer outro órgão fora do olho. Contudo, mesmo com a radioterapia contra o tumor primário, a metástase continua sendo uma possibilidade no futuro, segundo o site Eye Cancer Network, que indica que o tamanho do tumor é geralmente o preditor mais preciso de uma metástase futura. Ou seja, quando maior o tumor for ao ser detectado, maior a chance de que ele afetará outras partes além do olho.

Cirurgia e quimioterapia

Depois que o melanoma ocular afeta o fígado, ele geralmente se manifesta como tumores múltiplos e é considerado inoperável. Se apenas um tumor estiver presente, a remoção cirúrgica talvez seja uma opção. O site Eye Cancer Network relatou, em outubro de 2009, que apenas a quimioterapia nesse estágio não havia tido sucesso no tratamento, mas aponta que novos agentes quimioterápicos estão sempre sendo introduzidos e testados, deixando aberta a possibilidade de que um agente eficaz para esse tipo de tumor possa ser encontrado logo.

Quimioembolização

Enfatizando que ainda não há uma cura para o melanoma ocular com metástase no fígado, o site Eye Cancer Network relatou, também em outubro de 2009, que alguns pacientes foram capazes de prolongar suas vidas utilizando a quimioembolização. Esse tratamento envolve a injeção de medicamentos utilizados na quimioterapia e outras partículas nos vasos sanguíneos que suprem os tumores no fígado. O mesmo site oferece como exemplo a combinação de quimioterapia com cisplatina junto de partículas de esponja de polivinil. Tais tratamentos foram bem-sucedidos ao reduzir temporariamente os tumores hepáticos. Contudo, eles apresentam alguns efeitos colaterais, como febre, paralisia intestinal temporária (durando um ou dois dias), dor abdominal e elevação das enzimas hepáticas.

Radioembolização Y-90

Um estudo publicado em um documento de julho de 2009 da Cancer Investigation reportou que a injeção de microsferas de Yttrium-90 (Y-90) diretamente na artéria hepática foi promissora em controlar a metástase do câncer. Essa forma de radioembolização — a injeção de substâncias radioativas minúsculas em um vaso sanguíneo — já havia sido usada antes ao tratar o câncer hepático primário, assim como outros cânceres que haviam realizado metástase no fígado, mas nunca havia sido relatada no tratamento de melanoma ocular. O estudo indicou que o tratamento apresentou respostas positivas nos 11 pacientes estudados, e nenhum deles sofreu quaisquer efeitos colaterais graves.

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