Arte africana tradicional e contemporânea

Escrito por patricia k. maggio | Traduzido por felipe mendonça
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Arte africana tradicional e contemporânea
A esfinge egípcia é um dos exemplos mais famosos da arte africana (Brand X Pictures/Brand X Pictures/Getty Images)

A arte africana é um tema tão vasto quanto o próprio continente, abrangendo milhares de anos e englobando várias formas artísticas. Qualquer visão geral é, portanto, extremamente limitada, posto que a arte africana é um assunto que premeia intenso estudo e especialização. No entanto, existem algumas formas de arte tradicionais e importantes artistas contemporâneos que ilustram este amplo espectro.

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Máscaras africanas tradicionais

Máscaras tribais africanas são parte integrante do tradicional ritual religioso. Elas são usadas durante as cerimônias, o que significa que o valor artístico das mesmas é secundário às suas propriedades espirituais. A arte em si foi transmitida através das gerações, com o filho normalmente herdando a posição do pai como mestre escultor. Em algumas tradições, os jovens africanos podem optar por se tornar o aprendiz do mestre escultor.

Arte africana tradicional e contemporânea
Máscaras tribais africanas são parte integrante do tradicional ritual religioso (Ablestock.com/AbleStock.com/Getty Images)

Estátuas africanas tradicionais

Os primeiros indícios de uma estátua fabricada sobre o conteúdo africano surgem em torno do século 5 a.C., com o advento da escultura de terracota. A tradição provavelmente vem de épocas remotas, mas acredita-se que os exemplos mais velhos feitos de materiais perecíveis, tais como madeira, podem ter sido destruídos por uma combinação do tempo e térmitas. Exemplos antigos de arte terracota são as esculturas Nok da África Ocidental. A partir do século 12, o trabalho de metal fundido começou a substituir a técnica de terracota. Assim, a tribo Youruba aperfeiçoou esta nova forma de criar cabeças e estatuetas de bronze e cobre.

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Os primeiros indícios de uma estátua fabricada sobre o conteúdo africano surgem em torno do século 5 a.C. (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

Lubaina HiMid

Lubaina HiMid é um artista Tanzânio-britânico, cujo trabalho é regularmente apresentado em galerias no mundo todo. Nascido em Zanzibar, Tanzânia, Himid recebeu sua educação artística na Escola de Arte de Wimbledon, na Inglaterra. Esta experiência intercultural influencia o seu trabalho, que muitas vezes explora a dualidade da identidade e do impacto do colonialismo sobre a arte e expressão africana. Muitas vezes há um aspecto fortemente baseado no gênero em suas pinturas. Um exemplo é a pintura "Five", que retrata duas mulheres africanas conversando empolgadas sobre uma tabela que contém o mapa do triângulo do comércio de escravos. Os alvos são tanto o imperialismo ocidental quanto o patriarquismo dos poderes coloniais e Africano.

Kendell Geers

Kendell Geers é um artista Sul-Africano, cujo trabalho é em grande parte inspirado pelo Apartheid - África do Sul, momento a partir do qual ele foi exilado em 1980. Grande parte de seus trabalhos parodiam ou representam a destruição da arte. Exemplos incluem a montagem de uma cerca elétrica dentro de uma galeria, impedindo o acesso a algumas exposições, e jogar um tijolo pela janela de uma galeria. Ativismo político é outra inspiração para Geers, exemplificado pela sua obra " Sem título (ANCE, AVF. AWB, CO, DP, IFP, NP, PACE, SACP / 1993-1994)", onde ele reuniu cada partido político na África do Sul, até mesmo os partidos pró-Apartheid de direita.

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Grande parte de seus trabalhos parodiam ou representam a destruição da arte (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

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