Atributos que os testes de QI não medem

Escrito por magda healey | Traduzido por débora sousa
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Atributos que os testes de QI não medem
Os testes de QI são comuns na educação (Jupiterimages/Comstock/Getty Images)

A psicóloga americana Catherine Cox estimou que o QI do Einstein era de 160 e o de Leonardo Da Vinci, 220. O QI médio é 100; dois terços das pessoas alcançam pontuação entre 85 e 115, e apenas uma em cada 50 tem um QI acima de 130. Os testes de QI, originalmente concebidos para diagnosticar crianças com dificuldades de aprendizagem, são usados ​​para apontar alunos superdotados e escolher candidatos para um emprego. Mas esses testes não medem todos os atributos que influenciam o sucesso. Muitos psicólogos questionam se eles medem até mesmo a inteligência.

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Testes de QI e inteligência

A inteligência é uma capacidade mental em geral, normalmente vista como uma medida do grau de sucesso de um indivíduo em adaptar-se ao ambiente. Os psicólogos discordam quanto ao que é a inteligência, se é que existe e se pode ser efetivamente medida. Binet desenvolveu os primeiros testes de QI para apontar as crianças com déficits cognitivos, utilizando uma seleção de tarefas escolares. Os testes mais modernos ainda seguem essa tradição, mas são melhores descritos por medir a capacidade de aprender na escola em vez da inteligência geral. O que quer que seja que os testes de QI medem, é bastante estável até os 7 anos de idade e correlaciona-se com o desempenho acadêmico e status social alcançado na vida. No entanto, o efeito do QI é limitado e há inúmeros outros fatores que influenciam o desempenho acadêmico, o status social, as realizações profissionais e pessoais e, finalmente, a felicidade e a realização do indivíduo.

Componentes dos testes de QI

Os testes de QI variam em que fatores específicos levam em conta ao calcular a pontuação geral, mas geralmente as tarefas envolvidas incluem o raciocínio verbal e não verbal, a capacidade de discernir padrões em uma sequência de imagens ou números e habilidades espaciais. Muitos dos testes de QI mais populares, incluindo as escalas usadas com mais frequência nos EUA, Wechsler e Stanford-Binet, incluem medidas de conhecimento geral, vocabulário e memória.

Competência social

Os testes de QI não medem habilidades interpessoais nem a capacidade de buscar e reagir a estímulos sociais. Essas competências sociais e habilidades práticas são importantes para o sucesso em um ambiente de trabalho e influenciam as conquistas na escola. A capacidade de perceber, compreender e funcionar em um ambiente social complexo não está relacionado com o teste-determinado de QI. Há algumas pessoas que têm habilidades cognitivas elevadas ‒ elas podem, por exemplo, resolver problemas de matemática ou projetar arranjos espaciais ‒ mas não são boas em perceber emoções, compreender relacionamentos entre as pessoas ou sentir empatia.

Talentos específicos

Os testes de QI não determinam nenhum talento ou habilidade específica, especialmente aqueles relacionados às dimensões sensoriais; incluindo, por exemplo, a aptidão corporal-cinestésica: uma mão segura, senso de cronometragem e uma capacidade acima da média para controlar o movimento. Dançarinos, atletas, artesãos, artistas de beleza e cirurgiões precisam dessas habilidades. Outras habilidades específicas são a sensibilidade visual e o talento musical, expressado como uma sensibilidade ao som, à melodia, à afinação e ao ritmo. Esses são essenciais para músicos, compositores, maestros e cantores.

Criatividade

Os testes de QI não medem a criatividade, entendida como a capacidade de chegar a soluções novas, incomuns e originais, o que entende-se por pensamento divergente. Na verdade, muitas tarefas em testes de inteligência populares penalizam respostas incomuns e favorecem respostas convencionais e socialmente aceitáveis. Estatisticamente, o QI e a criatividade estão relacionados, mas apenas até um certo nível. Até o QI de 120, existe uma relação entre as duas variáveis: aqueles com um QI mais alto marcam mais pontos em testes de pensamento divergente. No entanto, acima desse nível, a ligação desaparece. Uma pessoa com um QI de 110 é estatisticamente mais propensa a ter uma maior pontuação em um teste de criatividade do que alguém com um QI de 90. No entanto, um QI de 150 provavelmente não atingirá pontuações de criatividade maiores do que um de 130.

Personalidade e estilos de aprendizagem

Os testes de QI não medem a personalidade. No entanto, os pesquisadores demonstraram que vários traços de personalidade são bons indicadores do desempenho acadêmico. A consciência tem uma associação positiva com a conquista, apesar de, na verdade, se correlacionar negativamente com as medidas de QI: claramente, o esforço pode compensar uma capacidade menor. Os estilos de aprendizagem também influenciam a realização, muito mais além das pontuações de QI. Alunos com altos níveis do traço de personalidade "abertura à experiência" e um estilo de aprendizagem "profundo" (aprender por causa do entendimento e satisfação interna, ao invés de apenas para passar nos exames) alcançam melhores resultados acadêmicos.

Motivação e esforço

Os testes de QI não medem a motivação e o esforço que os indivíduos colocam em completar tarefas. Os resultados dos testes, assim como os resultados de todos os testes de habilidade relacionados, são fortemente influenciados pelo grau de motivação do participante em se sair bem. Essa deve ser uma grande preocupação para professores ou médicos que administram o teste para indivíduos menos determinados. Os testadores não devem supor que todos estão motivados e tentarão fazer o seu melhor durante o teste. Isso é particularmente importante em um contexto clínico, pois as pessoas que estão deprimidas ou que são altamente neuróticas tem menor pontuação de QI, possivelmente porque elas estão menos motivadas ou menos confiantes.

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