As bactérias são mais difíceis de serem destruídas do que a Cândida?

Escrito por eve roberts | Traduzido por fabiana silva
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As bactérias são mais difíceis de serem destruídas do que a Cândida?
As leveduras e as bactérias podem sofrer uma mutação e formar cepas resistentes a medicamentos (drugs image by Alexey Klementiev from Fotolia.com)

As infecções por fungos e leveduras (candidíase) afetam muitas pessoas. Os sintomas variam de candidíase superficial bucal e nas áreas genito-urinárias à infecção sistêmica por levedura que se origina no intestino, mas que pode afetar todo o corpo. A candidíase é causada por uma proliferação excessiva das leveduras do tipo "cândida" e, nos últimos anos, tem havido uma crescente conscientização da relação entre o crescimento exagerado desse organismo e o papel das bactérias no corpo.

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Flora intestinal

O intestino humano contém um equilíbrio complexo de microrganismos que compõem a flora intestinal. A maioria desses microrganismos são bactérias, que desempenham um papel complicado na saúde geral do corpo. Essas bactérias são úteis na construção da imunidade contra os patógenos nocivos. De acordo com o The Lancet ( uma das mais importantes publicações científicas na área médica), também acredita-se que esses microrganismos fortaleçam os processos metabólicos e a capacidade de absorção dos nutrientes essenciais dos alimentos. No entanto, outras bactérias dentro do intestino estão associadas ao desenvolvimento de doenças graves, mas acredita-se que os microrganismos benéficos agem para moderar os efeitos das bactérias nocivas.

Desequilíbrio

A Candida albicans é um fungo comumente encontrado no trato gastro-intestinal. Em um indivíduo sadio, ele não provoca nenhum sintoma, enquanto a flora digestiva permanecer equilibrada. No entanto, o uso de antibióticos pode causar a falta de bactérias benéficas no intestino e isso, por sua vez, pode perturbar o equilíbrio da flora intestinal e permitir a proliferação das leveduras tipo cândida. O crescimento excessivo da Candida pode causar infecção sistêmica, causando inúmeros sintomas que inclui dor crônica intestinal e diarreia. Para os indivíduos com imunidade baixa, isso pode representar um risco grave para a saúde.

Tratamentos

Enquanto os antibióticos estão fortemente associados ao início do crescimento excessivo da cândida, esse organismo por si só pode ser eficazmente tratado com medicamentos. O tratamento padrão para a candidíase sistêmica é o uso de nistatina, que tem demonstrado controlar completamente a forma crônica dessa condição, após um período de três a quatro dias. O iodo também é conhecido por ter propriedades antifúngicas significativas. Desde a década de 1950, o iodopovidona tem sido usado como um tratamento seguro e vantajoso para a candidíase, particularmente em países em desenvolvimento onde ele é citado como uma alternativa útil para os medicamentos antifúngicos caros.

Resistência ao medicamento

Embora os tratamentos antifúngicos e antibacterianos sejam amplamente eficazes, as bactérias e aos fungos têm apresentado mutações, criando resistência aos tratamentos com medicamentos convencionais. Isso pode ser um motivo de grande preocupação, uma vez que as infecções bacteriana e fúngica podem causar sérios riscos à saúde particularmente em pessoas com imunidade baixa, como os idosos ou os portadores de HIV ou AIDS. Os agentes patogênicos resistentes aos medicamentos são um problema importante para os países em desenvolvimento, onde a AIDS e a desnutrição são predominantes. O iodopovidona demonstrou ainda ser eficaz contra as cepas mutantes de levedura tipo cândida.

Pesquisa

A mutação e a resistência ao medicamento desenvolvida pelas bactérias e pela cândida são uma preocupação séria e podem dificultar o tratamento de qualquer infecção. O uso indevido de antibióticos (por exemplo, pacientes que não conseguem concluir o regime de tratamento ou profissionais médicos que utilizam excessivamente essa medicação para tratar doenças de menor gravidade) tem sido associado ao aumento das "superbactérias" resistentes aos medicamentos. Na maioria dos casos, tanto a cândida quanto a infecção bacteriana ainda responderá à terapia medicamentosa convencional. Pesquisas têm sido realizadas em busca de novos tratamentos para as cepas resistentes.

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