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A cow parade no Brasil e no mundo

Sion Touhig/Getty Images Entertainment/Getty Images

Introdução

“Engraçadinhas e charmosas” são comentários comuns quando as vacas da CowParade estão em cena. Em centros urbanos movimentados, como Rio de Janeiro e São Paulo, você pode se deparar com uma delas deitada numa banheira no meio da calçada. Trata-se de um evento iniciado em 1999, em Chicago, graças a empresários e amantes da arte. De lá pra cá, as vaquinhas passaram por Londres, Tóquio, Bruxelas, Dublin e segue a lista. Funciona assim: artistas desenvolvem o conceito para decoração das vacas e as distribuem pelas ruas das cidades. Ao final da mostra, elas são leiloadas e a verba arrecadada vai para entidades beneficentes.

Chris Hondros/Hulton Archive/Getty Images

Nova Iorque entregue às vacas

No ano 2000, virada do século e um ano antes do maior e mais profundo ataque terrorista aos Estados Unidos, a população nova-iorquina presenciou uma imagem incomum entre os personagens que circulavam pelas ruas da “Big Apple”. Deu-se ali, a segunda exposição das vacas da CowParade. O tema da mostra trouxe à luz do dia a diversidade cultural. Tema mais que propício para uma cidade que respira diversidade – seja ela étnica, cultural, de linguagens, sabores ou estilos.

Sion Touhig/Getty Images Entertainment/Getty Images

Pastando pelas ruas de Boston

O transeunte que passou pelas ruas de Boston no ano de 2006, durante o dia ou a noite, teve razões concretas para tomar um susto. Deu-se ali uma das mais marcantes aparições públicas das vacas-monumento da CowParade. À época, as bovinas de plástico foram apresentadas ao público em nome da luta contra o câncer. Criadas com tal propósito, as vaquinhas, cada uma delas adornada artisticamente para representar uma vitória, foram postadas nas rotas mais movimentadas da cidade. Os elementos e personagens da própria história norte-americana foram usados em cada criação para simbolizar a vitória.

Sion Touhig/Getty Images News/Getty Images

Esbanjando elegância

Londres é “cool”, pop, uma grande influência cultural sobre várias cidades europeias e americanas. Mas Londres é, acima de tudo, uma cidade elegante. Quem conhece a “terra da rainha” sabe, a elegância é moeda mais comum do que a libra esterlina. Por isso, não é de se surpreender que até mesmo as vacas trouxessem esse rótulo estampado nos chifres. Está certo que não eram bovinos comuns, mas sim as vacas-monumento da CowParade. Essas expuseram elegância pelas ruas de Londres em 2002. A mais popular na mostra, por exemplo, vestia o traje de gala tradicional londrino: fraque vermelho e cartola.

Wikimedia Commons

Las vacas llegaron

Se realizassem uma votação para saber qual a exposição mais criativa da CowParade pelo mundo afora, desde seu inicio, em 1999, a edição realizada na Cidade do México, em 2005, seria uma forte concorrente. Artistas mexicanos capricharam na indumentária das bovinas. Com o slogan “apesar das diferenças, somos vacas”, o artista Daniel Rod Rodríguez, conseguiu misturar vaca, zebra, onça e baleia em um único monumento. O resultado: encantador e hilário ao mesmo tempo. Outra artista, Lorena Romano, colocou nas ruas mexicanas uma vaca de cabeça para baixo, toda colorida e de tênis Converse All Star.

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Um rebanho incomum na selva de pedra

No Brasil, a CowParade desembarcou no ano de 2005. A primeira cidade a receber a exposição foi a urbaníssima São Paulo. E os artistas "brazucas" capricharam. Nas ruas paulistas, foi possível ver desde um modelo “Aerovaca”, produzida pelo artista Fabio Malx, passando pela “Bumba minha vaca”, da artista Lilian Parrado Margiela, até a “Vaca que tudo vê”, de Antônio Henrique Amaral. Não poderia ser diferente, a presença incomum nas ruas da cidade chamou atenção não só dos pedestres, mas de boa parte da imprensa do País. E em 2010, São Paulo recebeu um novo ciclo de vacas-artísticas.

By cowparade.phanfare.com

As vaquinhas de Ipanema

Uma das cidades mais turísticas do país, o Rio de Janeiro, não poderia ficar sem a ilustre presença das vacas da CowParade. Por isso, as ruas e praias cariocas foram palco de duas edições da exposição “plástico-bovina”, em 2007 e 2011. As mais populares e fotografadas foram “Cow me Now”, da Lenny Niemeyer e ONG Instituto da Criança, a “Cowçadão das Crianças”, de Jorge Uesu e Crianças da Pastoral, e a “Chef Cow”, dos alunos da Universidade Estácio de Sá. Foi possível encontrá-las em frente a shoppings, praias e pelas principais ruas da cidade maravilhosa.

by cowparade.com

Aô, trem mimoso

A capital mineira Belo Horizonte foi outra das contempladas pela CowParade. Ao longo de 2006, a cidade pode ver, fotografar e se encantar com as vaquinhas-monumento. O artista Henrique Bandeira, por exemplo, arquitetou um modelo para aficcionado por fotografia nenhum colocar defeito: a Cowpasa. Em resumo, uma vaquinha na hora do banho. Para o deleite do público, ela foi colocada em um dos principais shoppings mineiros, o BH Shopping. A criatividade dos artistas não para por aí. Na exposição mineira houve até uma “Butecow”, mistura de vaca com boteco arquitetada por Cristiano Cezarino.

by cowparade.com

Em Curitiba também tem vaca

As vaquinhas migraram para a capital paranaense no idos de 2006. Com criatividade semelhante aos outros movimentos pelo País afora, a CowParade não deixou de encantar os moradores locais. Destaque para “Vaca de Presépio”, feita pelo artista Hélio Leites, para a “Vaca DJ”, de Danilo Boer e para “Varca de Noé”, da artista Maria Cecilia S. Zaina. Esta última ficou exposta no aeroporto Internacional Afonso Pena, o principal da capital. No design da vaca foram usadas cabeças de pequenos animais: elefante, leão, jacaré, papagaio, entre outros.

Carla Fiorella Flores Guardia / Wikimedia Commons

A vaca foi para Argentina

Em 2006, foi a vez dos hermanos argentinos receberem a mostra de arte urbana CowParade. E por lá, a exemplo das mostras ocorridas em outros países, não faltou criatividade para apresentar as vacas-monumento ao público. Houve artista que trabalhou as vacas divididas ao meio, sentadas sobre o leiteiro e até prontas para um salto de paraquedas. Mas o sucesso mesmo ficou por conta da vaca violonista - uma mistura de cantora de rua com pedinte de aeroporto.